Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente.
Preciso conduzir
Um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente...
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.
Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
todo sentimento
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
estradas
humanos trafegam
livres, vão em frente
presos na parafernalha
atentos, esquivantes
errantes
frios
afoitos.
O horizonte não tem limites.
Há que se pensar
que não existem apenas estradas "tapetes" de pista dupla,
marginais sem semáforos,
rodovias movimentadas
ligando lugares escolhidos,
metrópoles,
a relevantes centros felpudos
aconchegantes ao sonho.
Há, para cada bela Rodovia dos Imigrantes
incontáveis estradas curvas esburacadas
que levam cidades grandes a megalópoles.
Milhares de rodovias federais esquecidas
que levam grandes cidades a pequenas cidades.
Há todas as estradinhas longas e curtas
que ligam cidadezinhas.
E há também estradas sem marcas, rurais
ruas,
ruazinhas,
ruelas,
becos.
Há estradas vicinais
ligando interesses singulares.
É precipitado sonhar com as pavimentações perfeitas e todo o espaço
Deve-se considerar que qualquer posto pode ser o início de uma viagem
E que todo destino pode trazer conhecimentos inesperados,
insuperáveis.
Mais uma ultrapassagem
outra cidade
outro caminhão.
A poeira,
a chuva,
os carros mais lentos
às vezes impedem a visão.
A saída é manter o pulso firme na direção
e não titubear.
Logo outra estrada desconhecida
mostrará o infinito de outras estradas
até contornar o mundo.
livres, vão em frente
presos na parafernalha
atentos, esquivantes
errantes
frios
afoitos.
O horizonte não tem limites.
Há que se pensar
que não existem apenas estradas "tapetes" de pista dupla,
marginais sem semáforos,
rodovias movimentadas
ligando lugares escolhidos,
metrópoles,
a relevantes centros felpudos
aconchegantes ao sonho.
Há, para cada bela Rodovia dos Imigrantes
incontáveis estradas curvas esburacadas
que levam cidades grandes a megalópoles.
Milhares de rodovias federais esquecidas
que levam grandes cidades a pequenas cidades.
Há todas as estradinhas longas e curtas
que ligam cidadezinhas.
E há também estradas sem marcas, rurais
ruas,
ruazinhas,
ruelas,
becos.
Há estradas vicinais
ligando interesses singulares.
É precipitado sonhar com as pavimentações perfeitas e todo o espaço
Deve-se considerar que qualquer posto pode ser o início de uma viagem
E que todo destino pode trazer conhecimentos inesperados,
insuperáveis.
Mais uma ultrapassagem
outra cidade
outro caminhão.
A poeira,
a chuva,
os carros mais lentos
às vezes impedem a visão.
A saída é manter o pulso firme na direção
e não titubear.
Logo outra estrada desconhecida
mostrará o infinito de outras estradas
até contornar o mundo.
sábado, 12 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
L'excessive
Je n'ai pas d'excuse
C'est inexplicable
Même inexorable
C'est pas pour l'extase, c'est que l'existence
Sans un peu d'extrême, est inacceptable
Je suis excessive
J'aime quand ça désaxe
Quand tout accélère
Moi je reste relaxe
Je suis excessive
Quand tout explose
Quand la vie s'exhibe
C'est une transe exquise
Y'en a que ça excède, d'autres que ça vexe
Y'en a qui exigent que je revienne dans l'axe
Y'en a qui s'exclament que c'est un complexe
Y'en a qui s'excitent avec tous ces "X" dans le texte
Je suis excessive
J'aime quand ça désaxe
Quand tout accélère
Moi je reste relaxe
Je suis excessive
Quand tout explose
Quand la vie s'exhibe
C'est une transe exquise (ouais).
just enough for the city
A boy is born in hard time Mississippi
Surrounded by four walls that ain't so pretty
His parents give him love and affection
To keep him strong moving in the right direction
Living just enough, just enough for the city
His father works some days for fourteen hours
And you can bet he barely makes a dollar
His mother goes to scrub the floors for many
And you'd best believe she hardly gets a penny
Living just enough, just enough for the city... yeah!
His sister's black but she is sho'nuff pretty
Her skirt is short but Lord her legs are sturdy
To walk to school she's got to get up early
Her clothes are old but never are they dirty
Living just enough, just enough for the city
Her brother's smart he's got more sense than many
His patience's long but soon he won't have any
To find a job is like a haystack needle
Cause where he lives they don't use colored people
Living just enough, just enough for the city...
Living just enough...
For the city...
His hair is long, his feet are hard and gritty
He spends his life walking the streets of New York City
He's almost dead from breathing in air pollution
He tried to vote but to him there's no solution
Living just enough, just enough for the city... yeah,yeah,yeah!
I hope you hear inside my voice of sorrow
And that it motivates you to make a better tomorrow
This place is cruel no where could be much colder
If we don't change the world will soon be over
Living just enough, stop giving just enough for the city!!!!
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
profissão de fé
tudo que sou
é infinito
mesmo entre temperamento e fuga
o desejo do bem sem limites
suplico perdão e agradeço fervorosamente
pelas maravilhas de uma vida
que a cada dia
só tende a melhorar
é infinito
mesmo entre temperamento e fuga
o desejo do bem sem limites
suplico perdão e agradeço fervorosamente
pelas maravilhas de uma vida
que a cada dia
só tende a melhorar
domingo, 6 de dezembro de 2009
triste carta para o amor
oh, solidão da alma,
perdoa-me.
muitos milhares de anos entre a humanidade
impedem meus atos imperfeitos
de dirimirem meu ímpeto amante
e todas as verdades construídas.
mas mesmo havendo
fascinação
euforia
desejo
calor
criação
paixão
beleza
amizade
compreensão
felicidade
glória
amor
fantasia
harmonia
medo
ciúme
imposição
desespero
rigor
truque
desacordo
grito
horror
fossa
recuo
tristeza
dor
erro
saudade
faço escolhas e escolhas
e o amor é egoísta
não compreendo alguns sentimentos
sinto-me tola
carente
e frágil.
a fuga do amor
o amor é a fuga
é o consolo incondicional de dedicação sincera
é a beleza de entender todos os feitios.
de toda a voraz tentativa do bem
a triste maravilha em lágrimas sofridas
é a escola do amor em mim
que me mata,
e me traz de volta.
que me arranca as vísceras
e tatua segredos meus que eu não conhecia.
oh, crescimento!
permita que eu me descubra, lição do amor!
Permita-me ter a doação profunda dos grandes amantes.
perdoa-me.
muitos milhares de anos entre a humanidade
e os anjos
impedem meus atos imperfeitos
de dirimirem meu ímpeto amante
e todas as verdades construídas.
mas mesmo havendo
fascinação
euforia
desejo
calor
criação
paixão
beleza
amizade
compreensão
felicidade
glória
amor
fantasia
harmonia
medo
ciúme
imposição
desespero
rigor
truque
desacordo
grito
horror
fossa
recuo
tristeza
dor
erro
saudade
faço escolhas e escolhas
e o amor é egoísta
não compreendo alguns sentimentos
sinto-me tola
carente
e frágil.
a fuga do amor
o amor é a fuga
é o consolo incondicional de dedicação sincera
é a beleza de entender todos os feitios.
de toda a voraz tentativa do bem
a triste maravilha em lágrimas sofridas
é a escola do amor em mim
que me mata,
e me traz de volta.
que me arranca as vísceras
e tatua segredos meus que eu não conhecia.
oh, crescimento!
permita que eu me descubra, lição do amor!
Permita-me ter a doação profunda dos grandes amantes.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
VIDA LOUCA VIDA
Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida
Vida imensa
Ninguém vai nos perdoar
Nosso crime não compensa
Se ninguém olha quando você passa você logo acha que a vida voltou ao normal
Aquela vida sem sentido, volta sem perigo
É a mesma vida sempre igual
Se niguém olha quando você passa você logo diz 'Palhaço'
Você acha que não tá legal
Corre todos os perigos, perde os sentidos
Você passa mal
Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida
Vida imensa
Ninguém vai nos perdoar
Nosso crime não compensa
Se ninguém olha quando você passa você logo acha 'Eu tô carente'
'Eu sou manchete popular'
Tô cansado de tanta caretice, tanta babaquice
Desta eterna falta do que falar!
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida
Vida imensa
Ninguém vai nos perdoar
Nosso crime não compensa
Se ninguém olha quando você passa você logo acha 'Eu to carente'
'Eu sou manchete popular'
Tô cansado de tanta babaquice, tanta caretice
Desta eterna falta do que falar
Se ninguém olha quando você passa você logo acha que a vida voltou ao normal
Aquela vida sem sentido, volta sem perigo
É a mesma vida sempre igual
Se niguém olha quando você passa você logo diz 'Palhaço'
Você acha que não tá legal
Corre todos os perigos, perde os sentidos
Você passa mal
Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida
Vida imensa
Ninguém vai nos perdoar
Nosso crime não compensa
Se ninguém olha quando você passa você logo acha 'Eu tô carente'
'Eu sou manchete popular'
Tô cansado de tanta caretice, tanta babaquice
Desta eterna falta do que falar!
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
"qualquer sentido vago de razão"
Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Outra vez vou te esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Down... down
vazio
regra três
tantas você fez que ela cansou
porque você, rapaz
abusou da regra três
onde menos vale mais
da primeira vez ela chorou
mas resolveu ficar
é que os momentos felizes
tinham deixado raízes no seu penar
depois perdeu a esperança
porque o perdão também cansa de perdoar
tem sempre o dia em que a casa cai
pois vai curtir seu deserto, vai.
mas deixe a lâmpada acesa
se algum dia a tristeza quiser entrar
e uma bebida por perto
porque você pode estar certo que vai chorar
tantas você fez que ela cansou
porque você, rapaz
abusou da regra três
onde menos vale mais
da primeira vez ela chorou
mas resolveu ficar
é que os momentos felizes
tinham deixado raízes no seu penar
depois perdeu a esperança
porque o perdão também cansa de perdoar
tem sempre o dia em que a casa cai
pois vai curtir seu deserto, vai.
mas deixe a lâmpada acesa
se algum dia a tristeza quiser entrar
e uma bebida por perto
porque você pode estar certo que vai chorar
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
a jogada - parte I
e quem disse que iria ser fácil?
- com um ou dois movimentos -
não encontrou a saída?
hipon!
caminha deslumbrante como que pavão
exibe-se brilhante na diversidade
vive possuindo o mundo.
a torre avança em direção a um cavalo.
a rainha esconde-se atrás do bispo,
o rei está em cheque.
- com um ou dois movimentos -
não encontrou a saída?
hipon!
caminha deslumbrante como que pavão
exibe-se brilhante na diversidade
vive possuindo o mundo.
a torre avança em direção a um cavalo.
a rainha esconde-se atrás do bispo,
o rei está em cheque.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
a libertação
aaaah!
as asas saem das minhas costas e isso queima muito!
eu vomito sangue e a mágoa
atravesso o pântano e chego na colina
sangrando
febril
nua
perdida
e lá
vejo a luz brilhante que me toma
me envolve como um redemoinho
não sei se é Deus ou se nasço novamente
náuseas
vômito
cansaço
chuvas
trovoadas
muitos seres circundam avoantes
e venho ao chão.
de repente
um frescor e calmaria
sou encontrada desacordada
por uma brisa suave
abro os olhos
e vejo o céu azul
e a grama orvalhada
leve
pacificada
glorificada
encontrada por mim.
minha alma voa
e vejo o corpo estendido na campina
alado, branco e tenro
com os hematomas daquela noite macabra.
toda cólera se foi
não há mais medos
vejo que possuo asas,
toda a paisagem é amor.
repentinamente penso
e nenhum dos pesadelos consegue ser lembrado.
percebi que algum Deus me abençoara
me dando asas e um profundo esquecimento.
uma amnésia profunda do espírito
chamada perdão.
as asas saem das minhas costas e isso queima muito!
eu vomito sangue e a mágoa
atravesso o pântano e chego na colina
sangrando
febril
nua
perdida
e lá
vejo a luz brilhante que me toma
me envolve como um redemoinho
não sei se é Deus ou se nasço novamente
náuseas
vômito
cansaço
chuvas
trovoadas
muitos seres circundam avoantes
e venho ao chão.
de repente
um frescor e calmaria
sou encontrada desacordada
por uma brisa suave
abro os olhos
e vejo o céu azul
e a grama orvalhada
leve
pacificada
glorificada
encontrada por mim.
minha alma voa
e vejo o corpo estendido na campina
alado, branco e tenro
com os hematomas daquela noite macabra.
toda cólera se foi
não há mais medos
vejo que possuo asas,
toda a paisagem é amor.
repentinamente penso
e nenhum dos pesadelos consegue ser lembrado.
percebi que algum Deus me abençoara
me dando asas e um profundo esquecimento.
uma amnésia profunda do espírito
chamada perdão.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
mentiras
codinome beija-flor
Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou...
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou...
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
o livro dos dias
Ausente o encanto antes cultivado
Percebo o mecanismo indiferente
Que teima em resgatar sem confiança
A essência do delito então sagrado
Meu coração não quer deixar
Meu corpo descansar
E teu desejo inverso é velho amigo
Já que o tenho sempre a meu lado
Hoje então aceitas pelo nome
O que perfeito entregas mas é tarde
Só daria certo aos dois que tentam
Se ainda embriagado pela fome
Exatos teu perdão e tua idade
O indulto a ti tomasse como bênção
Não esconda tristeza de mim
Todos se afastam quando o mundo está errado
Quando o que temos é um catálogo de erros
Quando precisamos de carinho
Força e cuidado
Este é o livro das flores
Este é o livro do destino
Este é o livro de nossos dias
Este é o dia de nossos amores
Percebo o mecanismo indiferente
Que teima em resgatar sem confiança
A essência do delito então sagrado
Meu coração não quer deixar
Meu corpo descansar
E teu desejo inverso é velho amigo
Já que o tenho sempre a meu lado
Hoje então aceitas pelo nome
O que perfeito entregas mas é tarde
Só daria certo aos dois que tentam
Se ainda embriagado pela fome
Exatos teu perdão e tua idade
O indulto a ti tomasse como bênção
Não esconda tristeza de mim
Todos se afastam quando o mundo está errado
Quando o que temos é um catálogo de erros
Quando precisamos de carinho
Força e cuidado
Este é o livro das flores
Este é o livro do destino
Este é o livro de nossos dias
Este é o dia de nossos amores
dentro de mim
dentro de mim há uma decepção
dentro de mim escondo um grande medo
dentro de mim estou frustrada
dentro de mim, o coração padece
dentro de mim espero o encontro
dentro de mim aguardo a saída
dentro de mim não quero nada depressivo
dentro de mim só desejo o bem
dentro de mim há um vazio sem fim
dentro de mim os ombros estão nos olhos e são cansados
dentro de mim há a sombra do fracasso
dentro de mim vejo os dias passarem
dentro de mim há o desespero da mesmice
dentro de mim desejo a melhor postura
dentro de mim, não posso me destruir
dentro de mim o amor é bom
dentro de mim ser amado é ser compreendido
dentro de mim o drama é fuga
dentro de mim, amor e drama são antônimos
dentro de mim, rezo para Deus e vida
dentro de mim, desejo claro o prazer
dentro de mim, apenas o amor traz felicidade
dentro de mim, sinto a distância dos meus melhores sentimentos.
dentro de mim escondo um grande medo
dentro de mim estou frustrada
dentro de mim, o coração padece
dentro de mim espero o encontro
dentro de mim aguardo a saída
dentro de mim não quero nada depressivo
dentro de mim só desejo o bem
dentro de mim há um vazio sem fim
dentro de mim os ombros estão nos olhos e são cansados
dentro de mim há a sombra do fracasso
dentro de mim vejo os dias passarem
dentro de mim há o desespero da mesmice
dentro de mim desejo a melhor postura
dentro de mim, não posso me destruir
dentro de mim o amor é bom
dentro de mim ser amado é ser compreendido
dentro de mim o drama é fuga
dentro de mim, amor e drama são antônimos
dentro de mim, rezo para Deus e vida
dentro de mim, desejo claro o prazer
dentro de mim, apenas o amor traz felicidade
dentro de mim, sinto a distância dos meus melhores sentimentos.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
coríntios 13
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
advogar
advogar é consentir-se em próprio pleito,
é ultrapassar limites materiais do bem e do mal,
é recorrer à etérea norma fundamental de Kelsen.
é ultrapassar limites materiais do bem e do mal,
é recorrer à etérea norma fundamental de Kelsen.
She-ha!!!
Que haja transformação, e que comece comigo.(Marilyn Ferguson)
Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor! (Marilyn Monroe)
Jogue sua espada fora, não vim para lutar!
...
stronger than me - amy winehouse
You should be stronger than me
You've been here seven years longer than me
Don't you know you supposed to be the man?
Not pale in comparison to who you think I am
You always wanna talk it through - I don't care
I always have to comfort you when I'm there
But that's what I need you to do - Stroke my hair
Cause I've forgotten all of young love's joy
Feel like a lady, and you my lady boy
You should be stronger than me
But instead you're longer than frozen turkey
Why'd you always put me in control
All I need is for my man to live up to his role
You always wanna talk it through - I'm okay
I always have to comfort you every day
But that's what I need you to do ? Are you gay?
Cause I've forgotten all of young love's joy
Feel like a lady, and you my lady boy
He said the respect I made you earn
Thought you had so many lessons to learn?
I said you don't know what love is, get a grip
Sounds as if you're reading from some other tired script?
I'm not gonna meet your mother anytime
I just wanna grip your body over mine
Please tell me why you think that's a crime
I've forgotten all of young love's joy
Feel like a lady, and you my lady boy
You should be stronger than me
You should be stronger than me
You should be stronger than me
You should be stronger than me
lispector e a vida
"Como se ela não tivesse suportado sentir o que sentira, desviou subitamente o rosto e olhou uma árvore. Seu coração não bateu no peito, o coração batia oco entre o estômago e os intestinos."
"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."
"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada."
"Porque há o direito ao grito.
Então eu grito."
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
cecília
OU ISTO OU AQUILO
Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
o labirinto
caminhos inacessíveis
pequenas vitórias quase que imperceptíveis
detalhes subentendidos do coração
e realização
é um fardo desajeitado de se levar pelos corredores sem fim conhecido...
outra vida que os caminhos jogam e se assemelham como labirinto
de repente aquela porta era um espelho curvo e bate-se a cara
novelos de intenções preocupações medos e ansiedades
fome de tudo que há, mas o que satisfaz é incosistente
jogado pela vida no dia da fraqueza
assumir o lado bom de tudo é muito poliana
encarar como fatos as decepções e angústias é querer ser forte demais
andar com coragem é desesperador e falho
e nenhum desses espelhos era a porta de saída.
aguardar é sabedoria
reconhecer a própria torpeza também
persistir no fato sabendo que "pelo áspero até as estrelas" é difícil
é ver a provação sem conseguir rezar.
é medo, sim.
temer que jamais terá menos sede para se chegar ao pote
ou menos afinco para os desejos da juventude
temer que os fracos são aqueles que nunca deixam passar nada
ou que a solidão é doença de quem nunca se contenta com nada.
mais portas e corredores
mais espelhos e truques baratos
é tenso sair quando se almeja tanto
é pobre pensar em quebrar todos os vidros
furar um buraco no tempo e no espaço
e vazar as questões robustas cujo termo final aguarda soluções para daqui muitos longos anos...
o que seria um ponto, uma reta?
de tudo ao infinito ou apenas paralela?
é impossível planejar a saída.
é medo, sim.
tomara que o minotauro não se irrite
quando de repente os joelhos se jogarem ao chão
e tudo que parecer a saída venha em nome de prece.
pequenas vitórias quase que imperceptíveis
detalhes subentendidos do coração
e realização
é um fardo desajeitado de se levar pelos corredores sem fim conhecido...
outra vida que os caminhos jogam e se assemelham como labirinto
de repente aquela porta era um espelho curvo e bate-se a cara
novelos de intenções preocupações medos e ansiedades
fome de tudo que há, mas o que satisfaz é incosistente
jogado pela vida no dia da fraqueza
assumir o lado bom de tudo é muito poliana
encarar como fatos as decepções e angústias é querer ser forte demais
andar com coragem é desesperador e falho
e nenhum desses espelhos era a porta de saída.
aguardar é sabedoria
reconhecer a própria torpeza também
persistir no fato sabendo que "pelo áspero até as estrelas" é difícil
é ver a provação sem conseguir rezar.
é medo, sim.
temer que jamais terá menos sede para se chegar ao pote
ou menos afinco para os desejos da juventude
temer que os fracos são aqueles que nunca deixam passar nada
ou que a solidão é doença de quem nunca se contenta com nada.
mais portas e corredores
mais espelhos e truques baratos
é tenso sair quando se almeja tanto
é pobre pensar em quebrar todos os vidros
recorrer à última instância
quando ainda se analisa a petição inicial.
furar um buraco no tempo e no espaço
e vazar as questões robustas cujo termo final aguarda soluções para daqui muitos longos anos...
nenhuma porta deixa perceber o vento
a caminhada parece circular.
o que seria um ponto, uma reta?
de tudo ao infinito ou apenas paralela?
é impossível planejar a saída.
é medo, sim.
tomara que o minotauro não se irrite
quando de repente os joelhos se jogarem ao chão
e tudo que parecer a saída venha em nome de prece.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Últimas Palavras...
Podem ser minhas últimas palavras...
assim de repente, sem nem perceber;
inconcientemente tudo foi posto a perder;
desatenção maldita que amaldiçoa meu ser;
amigos, oportunidades, amor...
quanta vida mais deixarei desaparecer?
O castigo da alma de alguem que não entende a vida;
que não encherga saida;
a não ser quando ela se faz presente;
junto à despedida;
O olhos no vazio de um sentimento triste;
sorrio pra minha enferma prole mas é como se alegria não existisse;
Das loucuras que seria capaz, mesmo que ninguem acredite;
dúvidas se seguirei, supreendam-se, porque de onde eu venho não se desiste.
Não espero clemêmncia nem compreensão pelo que estou compartilhando;
só quero que entenda, que se forem pra ser minhas últimas palavras, quero que sejam
EU TE AMO.
assim de repente, sem nem perceber;
inconcientemente tudo foi posto a perder;
desatenção maldita que amaldiçoa meu ser;
amigos, oportunidades, amor...
quanta vida mais deixarei desaparecer?
O castigo da alma de alguem que não entende a vida;
que não encherga saida;
a não ser quando ela se faz presente;
junto à despedida;
O olhos no vazio de um sentimento triste;
sorrio pra minha enferma prole mas é como se alegria não existisse;
Das loucuras que seria capaz, mesmo que ninguem acredite;
dúvidas se seguirei, supreendam-se, porque de onde eu venho não se desiste.
Não espero clemêmncia nem compreensão pelo que estou compartilhando;
só quero que entenda, que se forem pra ser minhas últimas palavras, quero que sejam
EU TE AMO.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
I am mine
The selfish, they're all standing in line
Faithing and hoping to buy themselves time
Me, I figure as each breath goes by
I only own my mind
The North is to South what the clock is to time
There's east and there's west and there's everywhere life
I know I was born and I know that I'll die
The in between is mine
I am mine
And the feelings, it gets left behind
All the innocence lost at one time
Significant, between the lines
There's no need to hide...
We're safe tonight
The ocean is full 'cause everyone's crying
The full moon is looking for friends at high tide
The sorrow grows bigger when the sorrow's denied
I only know my mind
I am mine
And the feelings that get left behind
All the innocents, broken with lies
Significant, behind the eyes
We may need to hide
And the meanings it gets left behind
All the innocents lost at one time
Significant, between the lines
We may need to hide.
Faithing and hoping to buy themselves time
Me, I figure as each breath goes by
I only own my mind
The North is to South what the clock is to time
There's east and there's west and there's everywhere life
I know I was born and I know that I'll die
The in between is mine
I am mine
And the feelings, it gets left behind
All the innocence lost at one time
Significant, between the lines
There's no need to hide...
We're safe tonight
The ocean is full 'cause everyone's crying
The full moon is looking for friends at high tide
The sorrow grows bigger when the sorrow's denied
I only know my mind
I am mine
And the feelings that get left behind
All the innocents, broken with lies
Significant, behind the eyes
We may need to hide
And the meanings it gets left behind
All the innocents lost at one time
Significant, between the lines
We may need to hide.
às traças
ferida
ignorada
jogada às traças.
no limbo
para as traças.
não é fácil recuperar uma rosa no bueiro:
a enchorrada passa
e ela se vai
a caminho do rio
que deságua no mar.
e o mar é infinito
não é fácil encontrar uma rosa
perdida no oceano.
ignorada
jogada às traças.
cartão vermelho na primeira falta do primeiro tempo
mal sabia o juiz que o banco dói os ossos lombares como surra...
no limbo
para as traças.
não é fácil recuperar uma rosa no bueiro:
a enchorrada passa
e ela se vai
a caminho do rio
que deságua no mar.
e o mar é infinito
não é fácil encontrar uma rosa
perdida no oceano.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
ASAS

Tenho asas nos meus pés pregados no chão
Disparo no infinito o sonho e o percorro
Alimento o ímpeto de alcançar o cume da montanha mais alta
Preciso superar todos os limites ao sonho
Por isso bato asas.
Voar é um desejo mais que estapafúrdio
É condição para dormir e acordar diariamente
É saber que o novo é indescoberto
– ainda,
todavia.
Voar irriga as paredes cavas de minhas veias principais
Veias aéreas
Veias onde corre o sangue do desejo
Quente e lascivo
Uma necessidade perene de crescer e melhorar.
Por isso bato asas.
Jamais conseguirei me entregar ao cômodo
Nada é cômodo quando se tem asas nos pés
Mas os mantenho pregados ao chão para que todo sonho não se perca em vão
Em sonho sobre sonho sobre sonho que somente sonha demais
E voa pouco.
A todos os poucos queridos de meu mais profundo afeto
Que me vejam voar
Que me desejem voar
Porque voar é o que me torna viva
Ter asas é o principal fator para que eu seja tão espirituosa
Alegre
Presente
E livre.
Por isso bato asas.
Que eu voe
Que todos os afetos voem!
Por isso tenho asas:
Tenho asas para viver
E viver confunde-se com voar.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
decisão
Estou decidido.
vou aprender mais
vou entender mais
vou tentar chegar ao nível dos seus
e vou tentar superá-los...
não que eu tenha...
mas porque eu quero.
quero que se orgulhe de mim
que me admire
que me mostre, como o troféu que você tanto buscou.
para que você não procure mais
e tenha a certeza
que já encontrou o seu amor.
vou aprender mais
vou entender mais
vou tentar chegar ao nível dos seus
e vou tentar superá-los...
não que eu tenha...
mas porque eu quero.
quero que se orgulhe de mim
que me admire
que me mostre, como o troféu que você tanto buscou.
para que você não procure mais
e tenha a certeza
que já encontrou o seu amor.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
o aniversário do pássaro
Deslizes
Não sei porquê
Insisto tanto em te querer
Se você sempre faz de mim
O que bem quer
Se ao teu lado
Sei tão pouco de você
É pelos outros que eu sei
Quem você é...
Eu sei de tudo
Com quem andas, aonde vais
Mas eu disfarço o meu ciúme
Mesmo assim
Pois aprendi
Que o meu silêncio vale mais
E desse jeito eu vou trazer
Você pra mim...
E como prêmio
Eu recebo o teu abraço
Subornando o meu desejo
Tão antigo
E fecho os olhos
Para todos os teus passos
Me enganando
Só assim somos amigos...
Por quantas vezes
Me dá raiva de querer
Em concordar com tudo
Que você me faz
Já fiz de tudo
Prá tentar te esquecer
Falta coragem prá dizer
Que nunca mais...
Nós somos cúmplices
Nós dois somos culpados
No mesmo instante
Em que teu corpo toca o meu
Já não existe
Nem o certo, nem errado
Só o amor que por encanto
Aconteceu...
E é só assim
Que eu perdôo
Os teus deslizes
E é assim o nosso
Jeito de viver
E em outros braços
Tu resolves tuas crises
Em outras bocas
Não consigo te esquecer
Te esquecer...
Não sei porquê
Insisto tanto em te querer
Se você sempre faz de mim
O que bem quer
Se ao teu lado
Sei tão pouco de você
É pelos outros que eu sei
Quem você é...
Eu sei de tudo
Com quem andas, aonde vais
Mas eu disfarço o meu ciúme
Mesmo assim
Pois aprendi
Que o meu silêncio vale mais
E desse jeito eu vou trazer
Você pra mim...
E como prêmio
Eu recebo o teu abraço
Subornando o meu desejo
Tão antigo
E fecho os olhos
Para todos os teus passos
Me enganando
Só assim somos amigos...
Por quantas vezes
Me dá raiva de querer
Em concordar com tudo
Que você me faz
Já fiz de tudo
Prá tentar te esquecer
Falta coragem prá dizer
Que nunca mais...
Nós somos cúmplices
Nós dois somos culpados
No mesmo instante
Em que teu corpo toca o meu
Já não existe
Nem o certo, nem errado
Só o amor que por encanto
Aconteceu...
E é só assim
Que eu perdôo
Os teus deslizes
E é assim o nosso
Jeito de viver
E em outros braços
Tu resolves tuas crises
Em outras bocas
Não consigo te esquecer
Te esquecer...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
simbolismo
Antífona
Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras
Formas do Amor, constelarmante puras,
De Virgens e de Santas vaporosas...
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas ...
Indefiníveis músicas supremas,
Harmonias da Cor e do Perfume...
Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...
Visões, salmos e cânticos serenos,
Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes...
Dormências de volúpicos venenos
Sutis e suaves, mórbidos, radiantes...
Infinitos espíritos dispersos,
Inefáveis, edênicos, aéreos,
Fecundai o Mistério destes versos
Com a chama ideal de todos os mistérios.
Do Sonho as mais azuis diafaneidades
Que fuljam, que na Estrofe se levantem
E as emoções, todas as castidades
Da alma do Verso, pelos versos cantem.
Que o pólen de ouro dos mais finos astros
Fecunde e inflame a rima clara e ardente...
Que brilhe a correção dos alabastros
Sonoramente, luminosamente.
Forças originais, essência, graça
De carnes de mulher, delicadezas...
Todo esse eflúvio que por ondas passa
Do Éter nas róseas e áureas correntezas...
Cristais diluídos de clarões alacres,
Desejos, vibrações, ânsias, alentos
Fulvas vitórias, triunfamentos acres,
Os mais estranhos estremecimentos...
Flores negras do tédio e flores vagas
De amores vãos, tantálicos, doentios...
Fundas vermelhidões de velhas chagas
Em sangue, abertas, escorrendo em rios...
Tudo! vivo e nervoso e quente e forte,
Nos turbilhões quiméricos do Sonho,
Passe, cantando, ante o perfil medonho
E o tropel cabalístico da Morte...
Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras
Formas do Amor, constelarmante puras,
De Virgens e de Santas vaporosas...
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas ...
Indefiníveis músicas supremas,
Harmonias da Cor e do Perfume...
Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...
Visões, salmos e cânticos serenos,
Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes...
Dormências de volúpicos venenos
Sutis e suaves, mórbidos, radiantes...
Infinitos espíritos dispersos,
Inefáveis, edênicos, aéreos,
Fecundai o Mistério destes versos
Com a chama ideal de todos os mistérios.
Do Sonho as mais azuis diafaneidades
Que fuljam, que na Estrofe se levantem
E as emoções, todas as castidades
Da alma do Verso, pelos versos cantem.
Que o pólen de ouro dos mais finos astros
Fecunde e inflame a rima clara e ardente...
Que brilhe a correção dos alabastros
Sonoramente, luminosamente.
Forças originais, essência, graça
De carnes de mulher, delicadezas...
Todo esse eflúvio que por ondas passa
Do Éter nas róseas e áureas correntezas...
Cristais diluídos de clarões alacres,
Desejos, vibrações, ânsias, alentos
Fulvas vitórias, triunfamentos acres,
Os mais estranhos estremecimentos...
Flores negras do tédio e flores vagas
De amores vãos, tantálicos, doentios...
Fundas vermelhidões de velhas chagas
Em sangue, abertas, escorrendo em rios...
Tudo! vivo e nervoso e quente e forte,
Nos turbilhões quiméricos do Sonho,
Passe, cantando, ante o perfil medonho
E o tropel cabalístico da Morte...
i-juca pirama
IV
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
Já vi cruas brigas,
De tribos imigas,
E as duras fadigas
Da guerra provei;
Nas ondas mendaces
Senti pelas faces
Os silvos fugaces
Dos ventos que amei.
Andei longes terras
Lidei cruas guerras,
Vaguei pelas serras
Dos vis Aimoréis;
Vi lutas de bravos,
Vi fortes — escravos!
De estranhos ignavos
Calcados aos pés.
E os campos talados,
E os arcos quebrados,
E os piagas coitados
Já sem maracás;
E os meigos cantores,
Servindo a senhores,
Que vinham traidores,
Com mostras de paz.
Aos golpes do imigo,
Meu último amigo,
Sem lar, sem abrigo
Caiu junto a mi!
Com plácido rosto,
Sereno e composto,
O acerbo desgosto
Comigo sofri.
Meu pai a meu lado
Já cego e quebrado,
De penas ralado,
Firmava-se em mi:
Nós ambos, mesquinhos,
Por ínvios caminhos,
Cobertos d’espinhos
Chegamos aqui!
O velho no entanto
Sofrendo já tanto
De fome e quebranto,
Só qu’ria morrer!
Não mais me contenho,
Nas matas me embrenho,
Das frechas que tenho
Me quero valer.
Então, forasteiro,
Caí prisioneiro
De um troço guerreiro
Com que me encontrei:
O cru dessossêgo
Do pai fraco e cego,
Enquanto não chego
Qual seja, — dizei!
Eu era o seu guia
Na noite sombria,
A só alegria
Que Deus lhe deixou:
Em mim se apoiava,
Em mim se firmava,
Em mim descansava,
Que filho lhe sou.
Ao velho coitado
De penas ralado,
Já cego e quebrado,
Que resta? — Morrer.
Enquanto descreve
O giro tão breve
Da vida que teve,
Deixai-me viver!
Não vil, não ignavo,
Mas forte, mas bravo,
Serei vosso escravo:
Aqui virei ter.
Guerreiros, não coro
Do pranto que choro:
Se a vida deploro,
Também sei morrer.
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
Já vi cruas brigas,
De tribos imigas,
E as duras fadigas
Da guerra provei;
Nas ondas mendaces
Senti pelas faces
Os silvos fugaces
Dos ventos que amei.
Andei longes terras
Lidei cruas guerras,
Vaguei pelas serras
Dos vis Aimoréis;
Vi lutas de bravos,
Vi fortes — escravos!
De estranhos ignavos
Calcados aos pés.
E os campos talados,
E os arcos quebrados,
E os piagas coitados
Já sem maracás;
E os meigos cantores,
Servindo a senhores,
Que vinham traidores,
Com mostras de paz.
Aos golpes do imigo,
Meu último amigo,
Sem lar, sem abrigo
Caiu junto a mi!
Com plácido rosto,
Sereno e composto,
O acerbo desgosto
Comigo sofri.
Meu pai a meu lado
Já cego e quebrado,
De penas ralado,
Firmava-se em mi:
Nós ambos, mesquinhos,
Por ínvios caminhos,
Cobertos d’espinhos
Chegamos aqui!
O velho no entanto
Sofrendo já tanto
De fome e quebranto,
Só qu’ria morrer!
Não mais me contenho,
Nas matas me embrenho,
Das frechas que tenho
Me quero valer.
Então, forasteiro,
Caí prisioneiro
De um troço guerreiro
Com que me encontrei:
O cru dessossêgo
Do pai fraco e cego,
Enquanto não chego
Qual seja, — dizei!
Eu era o seu guia
Na noite sombria,
A só alegria
Que Deus lhe deixou:
Em mim se apoiava,
Em mim se firmava,
Em mim descansava,
Que filho lhe sou.
Ao velho coitado
De penas ralado,
Já cego e quebrado,
Que resta? — Morrer.
Enquanto descreve
O giro tão breve
Da vida que teve,
Deixai-me viver!
Não vil, não ignavo,
Mas forte, mas bravo,
Serei vosso escravo:
Aqui virei ter.
Guerreiros, não coro
Do pranto que choro:
Se a vida deploro,
Também sei morrer.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
construção
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
amada família
minha mãe é uma guerreira de alma
minha irmã mais velha é uma ilumidada em humanidade
minha irmã mais nova um gênio do espírito
e eu sou uma sonhadora.
quanto privilégio para mim, andarilha errante, ter tão bela origem.
minha irmã mais velha é uma ilumidada em humanidade
minha irmã mais nova um gênio do espírito
e eu sou uma sonhadora.
quanto privilégio para mim, andarilha errante, ter tão bela origem.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
iansã
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
estudos
os livros me pesam os braços mas não os carrego.
Eles me observam e eu os observo.
nos confidenciamos fraquezas,
anoto no meu caderno diário as soluções de cada falha,
mas não as venço.
difícil domar a fera interna
que faz o que quer e não escuta conselhos.
Eles me observam e eu os observo.
nos confidenciamos fraquezas,
anoto no meu caderno diário as soluções de cada falha,
mas não as venço.
difícil domar a fera interna
que faz o que quer e não escuta conselhos.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
glamour
num plano diferente daquele de entrar na boite causando frisson
em cima de maravilhosos saltos finíssimos de alguma coleção européia
e aquele jeans justíssimo acompanhado de um ser humano
está um plano imaginário porém notável
quase uma sociologia
uma observação de comportamento
sem julgamentos, que seja claro
mas um ferplay
um zirigdum
balacobaco
jogo de cintura
é uma luz interna, um brilho inerente
uma purpurina que passa assoprando perfume
sem aqueles "bons modos" ou "bom gosto" que se costuma associar
é um espírito notável
glamour é inato
não se compra ou aprende
pode ter ou não.
Glamour pertence ao plano da magia.
em cima de maravilhosos saltos finíssimos de alguma coleção européia
e aquele jeans justíssimo acompanhado de um ser humano
está um plano imaginário porém notável
quase uma sociologia
uma observação de comportamento
sem julgamentos, que seja claro
mas um ferplay
um zirigdum
balacobaco
jogo de cintura
é uma luz interna, um brilho inerente
uma purpurina que passa assoprando perfume
sem aqueles "bons modos" ou "bom gosto" que se costuma associar
é um espírito notável
glamour é inato
não se compra ou aprende
pode ter ou não.
Glamour pertence ao plano da magia.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
rosa
feminina como a luz da lua cheia e seus encantos,
Rosa cantava a voz suave dos sonhos que nem se poderia imaginar.
Forte e simples, despejava no futuro a glória do presente que nem se via
mas alimentada pelo passado consolidava o dia e a noite
e intercalava seus fugores com a madrugada
que nem deixava a verdade dolorosa, nem perturbava a competência
Rosa era assim.
Pés no chão
e cabeça no universo.
Destino é uma fera interior
que dilacera o desejo e persegue
o ímpeto dos poderosos.
Bela Rosa
cutis pétala
e coração voraz.
Rosa cantava a voz suave dos sonhos que nem se poderia imaginar.
Forte e simples, despejava no futuro a glória do presente que nem se via
mas alimentada pelo passado consolidava o dia e a noite
e intercalava seus fugores com a madrugada
que nem deixava a verdade dolorosa, nem perturbava a competência
Rosa era assim.
Pés no chão
e cabeça no universo.
Destino é uma fera interior
que dilacera o desejo e persegue
o ímpeto dos poderosos.
Bela Rosa
cutis pétala
e coração voraz.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
rá!
homenageando a grande Áurea e seus vastos conhecimentos sobre as verdades mundanas...
A MISSÃO LILÁS
eis que na encruzilhada agonizo o tempo
correm dia após dia os ponteiros do lamento
puxo na lembrança
trago acontecimentos
marcas de uma geração
paisagens alteradas pelo vento
passou o arrastão da memória
denigro e levo flores a ancestral das horas
meus velhos chegam perto pra contar histórias
falam de origem, respeito
a mais humana escola
mulheres de lilás me erguem palmas
se mato o chão e me amparam
eu grito baixo!
entre o presente e o passado
visito a casa da luta
vejo o precioso ofício de fazer costura
porque retalhos de maneiras
causas nobres andam juntas
- é assim -
coragem de ficar de pé
sobreviver
positividade bate e volta como pêndulo
e vou, abro alas, sigo meu caminho
convoco almas do bem pra acompanhar meu espírito
corpo fechado
eu rebato inimigos
de coração elevado confio no meu destino
no titimetéte, eu lamento
levesa na levada
gingada, fala
eu entendo!
a missão da mc que fala de feminismo
muitas vezes atacada, incompreendida,
mas eu não afino!
assumo o risco
repasso a versão, lição do quarteirão
vejo um sentido maior nisso
musica
o sonho não morreu
musa do ar
senha pra falar com os meus
comunicação libertária é artimanha
o compromisso não pára
o hip-hop ainda chama!
aceitar o desafio de escrever na folha virgem
destravo o infinito
a zona franca me permite a mente ir mais além
essa busca me ensina
passo a passo namedida me sinto gente também
carolina
sangue quilombo palita
na mão canhota a escrita
sou liricaos poesia
A MISSÃO LILÁS
eis que na encruzilhada agonizo o tempo
correm dia após dia os ponteiros do lamento
puxo na lembrança
trago acontecimentos
marcas de uma geração
paisagens alteradas pelo vento
passou o arrastão da memória
denigro e levo flores a ancestral das horas
meus velhos chegam perto pra contar histórias
falam de origem, respeito
a mais humana escola
mulheres de lilás me erguem palmas
se mato o chão e me amparam
eu grito baixo!
entre o presente e o passado
visito a casa da luta
vejo o precioso ofício de fazer costura
porque retalhos de maneiras
causas nobres andam juntas
- é assim -
aprendo a não temer,vai vendo...
coragem de ficar de pé
sobreviver
positividade bate e volta como pêndulo
e vou, abro alas, sigo meu caminho
convoco almas do bem pra acompanhar meu espírito
corpo fechado
eu rebato inimigos
de coração elevado confio no meu destino
no titimetéte, eu lamento
levesa na levada
gingada, fala
eu entendo!
a missão da mc que fala de feminismo
muitas vezes atacada, incompreendida,
mas eu não afino!
assumo o risco
repasso a versão, lição do quarteirão
vejo um sentido maior nisso
musica
o sonho não morreu
musa do ar
senha pra falar com os meus
comunicação libertária é artimanha
o compromisso não pára
o hip-hop ainda chama!
aceitar o desafio de escrever na folha virgem
destravo o infinito
a zona franca me permite a mente ir mais além
essa busca me ensina
passo a passo namedida me sinto gente também
carolina
sangue quilombo palita
na mão canhota a escrita
sou liricaos poesia
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
a incógnita
como uma sábia sabedoria dos sábios doutrinadores, entrou porta adentro e não parava de se justificar. Acreditava estar salvando tudo ao ficar repetindo as mesmas frases em voz alta, às vezes aos prantos. A quem queria enganar?
Quando parava, meditava. Mas nenhuma sabedoria até então houvera lhe beneficiado com a inteligência de resistir àquela tentação.
era torta de chocolate, não podia deixar de pensar.
quando não, mais um universo de calorias é incorporado.
e nehuma sábia reposta consegue se enquadrar
torta de chocolate é uma incógnita maravilha.
Quando parava, meditava. Mas nenhuma sabedoria até então houvera lhe beneficiado com a inteligência de resistir àquela tentação.
era torta de chocolate, não podia deixar de pensar.
quando não, mais um universo de calorias é incorporado.
e nehuma sábia reposta consegue se enquadrar
torta de chocolate é uma incógnita maravilha.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
aos leões filhos de ogum
bravura rara na selva e na escuridão
espada em punho, pés descalços
a logística da arte da guerra
e a inteligência dos mais virtuosos.
é ogum
que peitou tempestades e furacões
os inimigos mais poderosos
transforma a derrota na lição da próxima batalha
e nunca se rende
nem ao fracasso
nem às frustrações
nem ao medo.
superar o inóspito
e construir pessoas.
ninguém o vencerá.
espada em punho, pés descalços
a logística da arte da guerra
e a inteligência dos mais virtuosos.
é ogum
que peitou tempestades e furacões
os inimigos mais poderosos
transforma a derrota na lição da próxima batalha
e nunca se rende
nem ao fracasso
nem às frustrações
nem ao medo.
superar o inóspito
e construir pessoas.
ninguém o vencerá.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
jacqueline
é como um sonho
uma perfeição
um querer-bem sem limites
uma força poderosa
que irradia bondade
jacqueline é simplicidade
e sentimento
é a busca eterna da plenitude
e da verdade pelo conhecimento
conhecer é um desejo que alimenta,
que pune os extratos mais profundos d'alma
e injeta uma curiosidade infinita
sabedoria é um calor interno
não são todos que têm
é fogo dentro da pele suave!
tem uma ternura milagrosa
natural e constante
jacqueline é simplesmente amor.
uma perfeição
um querer-bem sem limites
uma força poderosa
que irradia bondade
jacqueline é simplicidade
e sentimento
é a busca eterna da plenitude
e da verdade pelo conhecimento
conhecer é um desejo que alimenta,
que pune os extratos mais profundos d'alma
e injeta uma curiosidade infinita
sabedoria é um calor interno
não são todos que têm
é fogo dentro da pele suave!
tem uma ternura milagrosa
natural e constante
jacqueline é simplesmente amor.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
A Rosa e o Príncipe

A Rosa é muito bem cuidada em sua cúpula de cristal.
a cor das manhãs é branca e beje
o cheiro é aconchegante
o calor é essencial.
o beijo antes de dormir é certeza
'boa noite, princesa'
os pés, mais que quentes: são juntos, lisos, idênticos
[a sinceridade é um dom
saber reconhecê-la é uma dádiva]
e perceber nos segundos maravilhosos e efêmeros dos dias
em cada sorriso rápido
em cada conversa despretensiosa
o amor que se sente no toque dos dedos, nas mãos macias
no veludo das palavras faladas ao ouvido
e o olhar..
foi esse olhar que mudara tudo
olho no olho
e a rosa estava rendida
nos momentos de mãos fortes e unhas afiadas
disse único
verdadeiro, fiel
os olhos não mentem
- jamais fora tomada assim -
jamais houvera tão sincero
descrevendo cometimentos de vontades justas
completando uma necessidade antiga e procurada
inovando a metade que faltava
incorporando o que chamava 'amor'
e desde então
manhãs brancas e bejes
e beijos apaixonados de boa noite
risadas no cinema porque o lanche era grande demais
ou muitas idas e vindas nas estradas pelo chão goiano
descobriu nova rosa
bela, singela, delicada
púrpura, amante, fortificada
uma princesa,
uma pequena rosa para o pequeno príncipe.
assim, disse o príncipe à raposa no deserto:
"tu te tornas eternamente responsável por tudo que cativas"
e fiel ao príncipe, a rosa:
pacta sunt servanda.
terça-feira, 14 de julho de 2009
o jogo
havia já separado times:
aqueles que foram e os que permaneceram.
Dos que ficaram, alguns tiveram filhos, casaram-se.
Outros conseguiram trabalho, organizaram suas vidas..
Alguns chegaram a ir até a fronteira, mas temerosos, não ousaram.
Dos muitos, apenas dois morreram jovens.
Os demais tiveram longa mórbida estática conformidade com aquela realidade.
Uns empreenderam, faliram, reconstruíram, faliram.
Apenas um logrou êxito empreendedor.
Os demais produziram para outros, deixaram-se levar.
"Não há como ter negócios aqui.
Melhor é trabalhar todos os dias, não se deixar abater, perceber essa realidade e com ela conviver bem.
Somos daqui, filhos da terra, não iremos buscar saídas em outros lugares.
Se aqui está ruim, imagine lá fora!"
As certezas sólidas dos que ficaram geraram filhos.
Alguns destes estudaram, concluíram a escola normal.
Apenas dois estudaram em Universidades, um se formou engenheiro, o outro administrador.
Os demais, após a escola, tiveram filhos, casaram-se.
Outros conseguiram trabalho, organizaram suas vidas.
Alguns foram até a fronteira escutar as histórias dos projenitores.
Uns tiveram o ímpeto empreendedor dos pais. Faliram, cresceram, quebraram, venceram objetivos iniciais.
Os demais produziram para outros, deixaram-se levar.
E assim foi com os filhos, e os filhos dos filhos.
Carregados dentro da cerca, asfixiados pela bolha, amarrados pelo temor.
Dos que foram, há notícias de muitos, talvez um pouco mais da metade.
Destes, alguns viveram enquanto jovens as graças da descoberta.
Outros trabalharam como escravos e enfrentaram inimigos nunca antes conhecidos.
Alguns passaram por situações dificílimas, fome, frio, desabrigo, medo.
Vividas as adversidades, criaram calos, aprenderam a esquivar das pauladas da vida.
Muitos deles morreram jovens, não se pôde contar.
Mas a maioria deles criou asas.
Alguns realmente não souberam voar. Bateram, bateram asas... Mas a tentação do horizonte cada vez mais longe os levou ao fracasso.
Alguns empreenderam, faliram, reconstruíram, quebraram, venceram.
Alguns estudaram mais e mais, não somente as letras acadêmicas, mas as letras mundanas, a graça do novo.
Outros conceberam criações fantásticas, a mente ampla, a produção da arte e do espírito.
outros se renderam à boemia, as longas noites dos mundos de fora.
"ser livre está além de ter, é um querer incomparável. Ser livre é o atestado próprio da vitória.
Não há porque insistir no que já nos é conhecido: o conhecimento é expansão, e para tal, devemos nos permitir.
Permitir a falha, o erro, o temor, é superar, crescer, evoluir."
E para fora da cerca era bem melhor. Por mais que houvesse poucas notícias dos que saíram, havia a certeza que o desejo era um ímpeto sólido.
aqueles que foram e os que permaneceram.
Dos que ficaram, alguns tiveram filhos, casaram-se.
Outros conseguiram trabalho, organizaram suas vidas..
Alguns chegaram a ir até a fronteira, mas temerosos, não ousaram.
Dos muitos, apenas dois morreram jovens.
Os demais tiveram longa mórbida estática conformidade com aquela realidade.
Uns empreenderam, faliram, reconstruíram, faliram.
Apenas um logrou êxito empreendedor.
Os demais produziram para outros, deixaram-se levar.
"Não há como ter negócios aqui.
Melhor é trabalhar todos os dias, não se deixar abater, perceber essa realidade e com ela conviver bem.
Somos daqui, filhos da terra, não iremos buscar saídas em outros lugares.
Se aqui está ruim, imagine lá fora!"
As certezas sólidas dos que ficaram geraram filhos.
Alguns destes estudaram, concluíram a escola normal.
Apenas dois estudaram em Universidades, um se formou engenheiro, o outro administrador.
Os demais, após a escola, tiveram filhos, casaram-se.
Outros conseguiram trabalho, organizaram suas vidas.
Alguns foram até a fronteira escutar as histórias dos projenitores.
Uns tiveram o ímpeto empreendedor dos pais. Faliram, cresceram, quebraram, venceram objetivos iniciais.
Os demais produziram para outros, deixaram-se levar.
E assim foi com os filhos, e os filhos dos filhos.
Carregados dentro da cerca, asfixiados pela bolha, amarrados pelo temor.
Dos que foram, há notícias de muitos, talvez um pouco mais da metade.
Destes, alguns viveram enquanto jovens as graças da descoberta.
Outros trabalharam como escravos e enfrentaram inimigos nunca antes conhecidos.
Alguns passaram por situações dificílimas, fome, frio, desabrigo, medo.
Vividas as adversidades, criaram calos, aprenderam a esquivar das pauladas da vida.
Muitos deles morreram jovens, não se pôde contar.
Mas a maioria deles criou asas.
Alguns realmente não souberam voar. Bateram, bateram asas... Mas a tentação do horizonte cada vez mais longe os levou ao fracasso.
Alguns empreenderam, faliram, reconstruíram, quebraram, venceram.
Alguns estudaram mais e mais, não somente as letras acadêmicas, mas as letras mundanas, a graça do novo.
Outros conceberam criações fantásticas, a mente ampla, a produção da arte e do espírito.
outros se renderam à boemia, as longas noites dos mundos de fora.
"ser livre está além de ter, é um querer incomparável. Ser livre é o atestado próprio da vitória.
Não há porque insistir no que já nos é conhecido: o conhecimento é expansão, e para tal, devemos nos permitir.
Permitir a falha, o erro, o temor, é superar, crescer, evoluir."
E para fora da cerca era bem melhor. Por mais que houvesse poucas notícias dos que saíram, havia a certeza que o desejo era um ímpeto sólido.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
construção I
o que temer?
de onde correr?
pra onde fugir?
é necessário fugir?
como acreditar no mundo?
mas duvidar de quê, também?
fazer a lição?
já não estava feita?
ou a lição é que nunca estará feita?
construção?
diária?
constante?
ou depende do dia?
quem foi que disse?
onde estão todos?
de onde correr?
pra onde fugir?
é necessário fugir?
como acreditar no mundo?
mas duvidar de quê, também?
fazer a lição?
já não estava feita?
ou a lição é que nunca estará feita?
construção?
diária?
constante?
ou depende do dia?
quem foi que disse?
onde estão todos?
terça-feira, 7 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
beleza roubada
roubaram a beleza dela
ela se foi feia e gasta.
ah, é uma denúncia
ela teve a beleza roubada
e preceisa resgatar detalhes
vá à casa dos progenitores
reviste cada canto velho
ouse não calar, contrariando costumes
interrompa a barreira do abismo
e saia
ah, roubaram a beleza dela!
ela saiu para procurar
pode ser que leve tempo
pode ser que ela não vá voltar
muito obrigada, irmãos e irmãs
a erstrada é reta e rudimentar
não permite que solavancos ocorram
nem que se vire para relembrar
queira Deus que esteja na esquina
perto do que chamaram lar
mas a certeza dela é veemente
sua beleza fora roubada
e ela já não deve mais sonhar
cada tijolo acima deste muro
será ela a assentar
cada palmo de seu cabelo
deverá recuperar
vergonha é virtude de berço
de onde também vieram as manias
distantes do batismo ou terço
virtude passada às crias
não se humilhe sem esta beleza
construa sua garantia
eleve esse espírito mesquinho
e viva sua vida sozinha.
ela se foi feia e gasta.
ah, é uma denúncia
ela teve a beleza roubada
e preceisa resgatar detalhes
vá à casa dos progenitores
reviste cada canto velho
ouse não calar, contrariando costumes
interrompa a barreira do abismo
e saia
ah, roubaram a beleza dela!
ela saiu para procurar
pode ser que leve tempo
pode ser que ela não vá voltar
muito obrigada, irmãos e irmãs
a erstrada é reta e rudimentar
não permite que solavancos ocorram
nem que se vire para relembrar
queira Deus que esteja na esquina
perto do que chamaram lar
mas a certeza dela é veemente
sua beleza fora roubada
e ela já não deve mais sonhar
cada tijolo acima deste muro
será ela a assentar
cada palmo de seu cabelo
deverá recuperar
vergonha é virtude de berço
de onde também vieram as manias
distantes do batismo ou terço
virtude passada às crias
não se humilhe sem esta beleza
construa sua garantia
eleve esse espírito mesquinho
e viva sua vida sozinha.
terça-feira, 23 de junho de 2009
meus escritos...
A cruiz de pedra
A mãe ficou sentada
Na berada do fogão
Varreno as cinza com ramo
Até cair no chão
Cos zóio triste, empapussado
Chorano a maldição
A Sá Chica que me disse
O pai num vorta mais não
E meus zóio foro incheno
Que nem quando o sereno
Moía toda a prantação
Nessa miséria sem tamanho
O pai andou fartano
Por conta da bebeção
A mãe, sozinha, coitada
Com toda a fiarada
Aceitou a condição
Passou a mão na inchada
Acordou de madrugada
Levou eu, o Zé e o João
- Agora nóis é sozinho
Cada um faz seu caminho
Sem cuspi reclamação
A mãe foi que tava certa
Depois dessa descoberta
Eu mudei meu coração
Meu Jesus cristim amado
Quem que fez tanto pecado
Pra sofrê dessa porção?
Vê contá que gente rica
Faiz que faiz e num suplica
Nem ajuda cum tostão
Mas a vida é professora
É nos cabo das vassora
Que se aprende essa lição
Os revertério que a vida dá
É pra nóis sabê cuidá
Das mazela do sertão
A cruiz que nóis carrega
Num é quarqué um que pega
É só pra nóis essa missão.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
carta ao antônio pelos dias especiais
soneto
por que me descobriste no abandono
com que tortura me arrancaste um beijo
por que me incendiaste de desejo
quando eu estava bem, morta de sono
com que mentira abriste meu segredo
de que romance antigo me roubaste
com que raio de luz me iluminaste
quando eu estava bem, morta de medo
por que não me deixaste adormecida
e me indicaste o mar, com que navio
e me deixaste só, com que saída
por que desceste ao meu porão sombrio
com que direito me ensinaste a vidaquando eu estava bem, morta de frio...
uma homenagem de chico buarque ao meu amor.
coletânea literária - os melhores
"Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração"
"Quem me vê sempre parado, distante
Garante que eu não sei sambar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar"
"Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno"
mestre supremo buarque de holanda...
PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA
Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída
Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.
E a quem é que pergunto?
Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias?
Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.
poema da maravilhosa cecília...
Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída
Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.
E a quem é que pergunto?
Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias?
E de cada pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.
Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.
poema da maravilhosa cecília...
quarta-feira, 10 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
carta àquele pássaro que voou
olá, boa noite, noite sempre, sempre sua
feliz dono da madrugada
rodeado de afetos e coisas boas
boa noite, noite insone, insone e curta
curta como a vida que levara
longe de todos os padrões dos homens
ah, como pôde assim
viver como relâmpago
fazer somente o que desejou
intensamente a cada instante
ah, que permissão teve
para negar astutamente
as mulheres de sua vida
ah, como foi que viveu
por tantos anos a fio
dedicado à boemia
e aos desalentos
ah, meu Deus,
que criatura foi essa
que inclinado ao mal
e torturado pelo bem
ah, que dor profunda
jamais saberá daqueles que o amaram
que todo perdão foi pouco
e que os julgamentos eram de amor
ah, altivo e belo
enganando e desenganando
florido do carisma dádiva
a mentira é a salvação
a verdade nada mais é
que a repetição das quase certezas...
quem seria, então, verdadeiro?
não seriam todos eles hipócritas?
quntas lições foram vividas
quantos sofrimentos superados
oh, grande pássaro sem ninho
alcance sua madrugada mais profunda
e viva bom vivã como sois
sim, eu sei, seu nome não é johnny
talvez ninguém nunca tenha sabido esse nome
talvez..
mágica presença dos loucos
e àqueles que me dizem
prefiro pensar que Deus sou eu.
confusa constelação mundana
esperamos que cada estrela brilhante
traga você a todo momento
entre charutos, uísques e espelhos
entre crianças, jovens e homens
entre pobres, infelizes e milhonários
espero vê-lo num cassino
à margem do Rio Tamisa.
Seja lá como Deus permitirá
orgulho-me chamá-lo pai.
feliz dono da madrugada
rodeado de afetos e coisas boas
boa noite, noite insone, insone e curta
curta como a vida que levara
longe de todos os padrões dos homens
ah, como pôde assim
viver como relâmpago
fazer somente o que desejou
intensamente a cada instante
ah, que permissão teve
para negar astutamente
as mulheres de sua vida
ah, como foi que viveu
por tantos anos a fio
dedicado à boemia
e aos desalentos
ah, meu Deus,
que criatura foi essa
que inclinado ao mal
e torturado pelo bem
ah, que dor profunda
jamais saberá daqueles que o amaram
que todo perdão foi pouco
e que os julgamentos eram de amor
ah, altivo e belo
enganando e desenganando
florido do carisma dádiva
a mentira é a salvação
a verdade nada mais é
que a repetição das quase certezas...
"- o que as senhoras acham?
- exclamou Razumíkhin elevando a voz ainda mais.
- Acham que eu sou assim porque eles mentem?
Tolice! Eu gosto que eles mintam! A mentira é o único privilégio dos homens sobre os outros animais.
Mente que vais acabar atingindo a verdade!(...)
Nem uma só verdade poderias alcançar se antes não mentisse quatorze vezes e até cento e quatorze vezes
o que representa uma honra 'sui generis'(...)"
quem seria, então, verdadeiro?
não seriam todos eles hipócritas?
quntas lições foram vividas
quantos sofrimentos superados
oh, grande pássaro sem ninho
alcance sua madrugada mais profunda
e viva bom vivã como sois
sim, eu sei, seu nome não é johnny
talvez ninguém nunca tenha sabido esse nome
talvez..
mágica presença dos loucos
e àqueles que me dizem
prefiro pensar que Deus sou eu.
confusa constelação mundana
esperamos que cada estrela brilhante
traga você a todo momento
entre charutos, uísques e espelhos
entre crianças, jovens e homens
entre pobres, infelizes e milhonários
espero vê-lo num cassino
à margem do Rio Tamisa.
Seja lá como Deus permitirá
orgulho-me chamá-lo pai.
domingo, 31 de maio de 2009
eu gosto dos que têm fome...
senhas
eu não gosto do bom gosto
eu não gosto de bom senso
eu não gosto dos bons modos
não gosto
eu aguento até rigores
eu não tenho pena dos traídos
eu hospedo infratores e banidos
eu respeito conveniências
eu não ligo pra conchavos
eu suporto aparências
eu não gosto de maus tratos
mas o que eu não gosto é do bom gosto
eu não gosto de bom senso
eu não gosto dos bons modos
não gosto
o que eu não gosto é do bom gosto
eu não gosto de bom senso
eu não gosto dos bons modos
não gosto
eu aguento até os estetas
eu não julgo competência
eu não ligo pra etiqueta
eu aplaudo rebeldias
eu respeito tiranias
e compreendo piedades
eu não condeno mentiras
eu não condeno vaidades
e que eu não gosto é do bom gosto
eu não gosto de bom senso
não, não gosto dos bons modos
não gosto
eu gosto dos que têm fome
dos que morrem de vontade
dos que secam de desejo
dos que ardem
adriana calcanhoto.
eu não gosto do bom gosto
eu não gosto de bom senso
eu não gosto dos bons modos
não gosto
eu aguento até rigores
eu não tenho pena dos traídos
eu hospedo infratores e banidos
eu respeito conveniências
eu não ligo pra conchavos
eu suporto aparências
eu não gosto de maus tratos
mas o que eu não gosto é do bom gosto
eu não gosto de bom senso
eu não gosto dos bons modos
não gosto
eu aguento até os modernos
e seus segundos cadernos
eu aguento até os caretas
e suas verdades perfeitas
o que eu não gosto é do bom gosto
eu não gosto de bom senso
eu não gosto dos bons modos
não gosto
eu aguento até os estetas
eu não julgo competência
eu não ligo pra etiqueta
eu aplaudo rebeldias
eu respeito tiranias
e compreendo piedades
eu não condeno mentiras
eu não condeno vaidades
e que eu não gosto é do bom gosto
eu não gosto de bom senso
não, não gosto dos bons modos
não gosto
eu gosto dos que têm fome
dos que morrem de vontade
dos que secam de desejo
dos que ardem
adriana calcanhoto.
terça-feira, 26 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
dom quixote
em homenagem ao professor Pedro Paulo e suas lições de filosofia do direito...
alcançar o inalcançável e estar sempre em busca da estrela polar..isso é Dom Quixote...
isso faz parte de mim...
Cervantes
Sonhar o sonho impossível,
Sofrer a angústia implacável,
Pisar onde os bravos não ousam,
Reparar o mal irreparável,
Amar um amor casto à distância,
Enfrentar o inimigo invencível,
Tentar quando as forças se esvaem,
Alcançar a estrela inatingível:
Essa é a minha busca.
alcançar o inalcançável e estar sempre em busca da estrela polar..isso é Dom Quixote...
isso faz parte de mim...
Cervantes
A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida.
tríplice justiça
há no mundo aqueles que nasceram para defender
para comprar brigas e ir
nasceram para assumir dos outros a coragem para dizer e lutar
são advogados natos
defensores em espírito e alma
sempre lutarão em nome daqueles de seu afeto
sempre protegerão seus pares
há também aqueles que percebem o mal em outrem
em sutis movimentos constatam o injusto
e acusam
mostram-se contra a idéia ou atitude
não suportam ver o errado e negligenciar
apontam os defeitos e as inseguranças dos convíveres
e colocam-se em posição de acusar
de elevar o erro e sobre ele vencer
sempre acreditando que apontar o desafeto é fazer a justiça
e há aqueles que julgam.
que acreditam estar num intermédio entre o acusador e odefensor.
que acreditam ter a dosimetria da justiça em mãos.
eu sou uma defensora.
para comprar brigas e ir
nasceram para assumir dos outros a coragem para dizer e lutar
são advogados natos
defensores em espírito e alma
sempre lutarão em nome daqueles de seu afeto
sempre protegerão seus pares
há também aqueles que percebem o mal em outrem
em sutis movimentos constatam o injusto
e acusam
mostram-se contra a idéia ou atitude
não suportam ver o errado e negligenciar
apontam os defeitos e as inseguranças dos convíveres
e colocam-se em posição de acusar
de elevar o erro e sobre ele vencer
sempre acreditando que apontar o desafeto é fazer a justiça
e há aqueles que julgam.
que acreditam estar num intermédio entre o acusador e odefensor.
que acreditam ter a dosimetria da justiça em mãos.
eu sou uma defensora.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
mais amor
por mais que os joelhos doam
ou que na madrugada não haja compreensão
que nas fases iquietas da vida uma turbulência corroa
ou que os maus olhos desejem nossa virtude da felicidade
eu vou persistir em amar e ser feliz
quanto mais abutres avoarem
quanto mais homens e mulheres vierem levar o canto e a melodia
quanto mais buracos houver na estrada
quanto mais inimigos invisíveis ou judas incolores
mais eu amarei você.
mais e mais.
ou que na madrugada não haja compreensão
que nas fases iquietas da vida uma turbulência corroa
ou que os maus olhos desejem nossa virtude da felicidade
eu vou persistir em amar e ser feliz
quanto mais abutres avoarem
quanto mais homens e mulheres vierem levar o canto e a melodia
quanto mais buracos houver na estrada
quanto mais inimigos invisíveis ou judas incolores
mais eu amarei você.
mais e mais.
sábado, 9 de maio de 2009
As sem razões do amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
tio Carlos, aquele Drummond lá de Andrade
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
tio Carlos, aquele Drummond lá de Andrade
sexta-feira, 1 de maio de 2009
cartas para cecília - parte IV
escolha seu sonho
cecília meireles
eu sou como a primavera
deixo-me cortar e volto
sempre inteira
cecília meireles
quinta-feira, 30 de abril de 2009
mórbida vênus
ah, bela vênus
sensual e langue
embebida de mistério e sangue
leva proibido e carne
como desejo lascivo cruel
maligna forma suave
armadilha que cega
perversa
faz da morte
o mel
canto dissimulado da iara
longos dedos de mãos delicadas
firmes, raivosos
erguendo punhal
de olhar sarcástico e vil
calorosa nudez assassina
e vampira transita inconstante
cambaleando ora ao bem
ora ao mal
um ciclo em torno do sol
revolução áspera do apego
aquele a quem vênus ama
resguardado a unhas e dentes travados
defeso, seguro, constante
heroína, anja, advogada
tê-lo intenso
protegido nas iras de um coração de pele eufórica sensível
encapado por uma armadura do soldado de trincheira
fazendo a ronda, dividindo a caça
sagaz estado vilão amante
não importa quem o faça
menos seu ou menos forte
defeso de amor e ira nos olhos
jamais temerá
vênus de amor e desejo
vênus amazona guardiã
vênus de brilhantes virtudes de guerra
resguardando seus preciosos
mesmo que custe a morte de abutres
e outros seres das trevas
guerreira languidez perene
conquistadora de cabeças decaptadas
sensual morbidez do mundo subterrâneo
em que não se pode separar heróis de vilões
sensual morbidez do limbo
defendendo seu amor
mesmo que lhe custe a morte.
sensual e langue
embebida de mistério e sangue
leva proibido e carne
como desejo lascivo cruel
maligna forma suave
armadilha que cega
perversa
faz da morte
o mel
canto dissimulado da iara
longos dedos de mãos delicadas
firmes, raivosos
erguendo punhal
de olhar sarcástico e vil
calorosa nudez assassina
e vampira transita inconstante
cambaleando ora ao bem
ora ao mal
um ciclo em torno do sol
revolução áspera do apego
aquele a quem vênus ama
resguardado a unhas e dentes travados
defeso, seguro, constante
heroína, anja, advogada
tê-lo intenso
protegido nas iras de um coração de pele eufórica sensível
encapado por uma armadura do soldado de trincheira
fazendo a ronda, dividindo a caça
sagaz estado vilão amante
não importa quem o faça
menos seu ou menos forte
defeso de amor e ira nos olhos
jamais temerá
vênus de amor e desejo
vênus amazona guardiã
vênus de brilhantes virtudes de guerra
resguardando seus preciosos
mesmo que custe a morte de abutres
e outros seres das trevas
guerreira languidez perene
conquistadora de cabeças decaptadas
sensual morbidez do mundo subterrâneo
em que não se pode separar heróis de vilões
sensual morbidez do limbo
defendendo seu amor
mesmo que lhe custe a morte.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
banho de coca-cola
WHAT A DAY
Faith No More
A piece of mail
A letter head
A piece of hair
From a human head
They're sayin' to me
"I should've killed it"
"I should've killed it"
"I should've killed it before"
You're right, you're right
"Kill the body and the head will die"
They're laughin' at me
"I should've learned it"
"I should've learned it"
"I should've learned it before"
- What a day, what a day
If you can look it in the face
And hold your vomit
A wet sneeze and a "no left turn"
A row teeth and an encouraging word
Beneath a mile of skin
"I should've noticed it"
"I should've noticed it"
"I should've noticed it before"
What a day
What a day
What a day
Don't you touch it
Faith No More
A piece of mail
A letter head
A piece of hair
From a human head
They're sayin' to me
"I should've killed it"
"I should've killed it"
"I should've killed it before"
You're right, you're right
"Kill the body and the head will die"
They're laughin' at me
"I should've learned it"
"I should've learned it"
"I should've learned it before"
- What a day, what a day
If you can look it in the face
And hold your vomit
A wet sneeze and a "no left turn"
A row teeth and an encouraging word
Beneath a mile of skin
"I should've noticed it"
"I should've noticed it"
"I should've noticed it before"
What a day
What a day
What a day
Don't you touch it
georgia on my mind
Georgia, Georgia, the whole day through
Just an old sweet song
Keeps Georgia on my mind
I say Georgia, Georgia
A song for you
Comes as sweet and clear as moonlight through the pines
Other arms reach out to me
Other eyes smile tenderly
Still in peaceful dreams I see
The road leads back to you
I say Georgia, oh Georgia, no peace I find
Just an old sweet song
Keeps Georgia on my mind
Other arms reach out to me
Other eyes smile tenderly
Still in peaceful dreams
I see
The road leads back to youoh oh oh oh, Georgia, Georgiano peace, no piece I find
Just an old sweet song
Keeps Georgia on my mind
I say just a old sweet song
keeps georgia on my mind
Just an old sweet song
Keeps Georgia on my mind
I say Georgia, Georgia
A song for you
Comes as sweet and clear as moonlight through the pines
Other arms reach out to me
Other eyes smile tenderly
Still in peaceful dreams I see
The road leads back to you
I say Georgia, oh Georgia, no peace I find
Just an old sweet song
Keeps Georgia on my mind
Other arms reach out to me
Other eyes smile tenderly
Still in peaceful dreams
I see
The road leads back to youoh oh oh oh, Georgia, Georgiano peace, no piece I find
Just an old sweet song
Keeps Georgia on my mind
I say just a old sweet song
keeps georgia on my mind
terça-feira, 28 de abril de 2009
Cartas de Van Gogh a Théo
Outubro de 1888
Sinto em mim a necessidade de produzir até estar moralmente esmagado e fisicamente esvaziado, justamente porque não tenho nenhum outro meio de chegar a participar das despesas.
cristalina
Antes que seja tarde
Fernanda Takaiolha, não sou daqui
me diga onde estou
não há tempo não há nada
que me faça ser quem sou
mas sem parar pra pensar
sigo estradas, sigo pistas pra me achar
nunca sei o que se passa
com as manias do lugar
porque sempre parto antes que comece a gostar
de ser igual, qualquer um
me sentir mais uma peça no final
cometendo um erro bobo, decimal
na verdade continuo sob a mesma condição
distraindo a verdade, enganando o coração
pelas minhas trilhas você perde a direção
não há placa nem pessoas informando aonde vão
penso outra vez estou sem meus amigos
e retomo a porta aberta dos perigos
na verdade continuo sob a mesma condição
distraindo a verdade, enganando o coração
A LUA
CARTA DO DIA: A LuaA importância de aquietar-se e fazer silêncio
Neste momento, em que o arcano XVIII brota como carta conselheira, a recomendação veemente é a de que você procure se aquietar e não realizar movimentos. Existem fases em que a vida praticamente exige que “tiremos o nosso time de campo”, a fim de avaliar as coisas com maior inteireza e sagacidade. Você não está enxergando as coisas com clareza neste momento e, por isso mesmo, é melhor não agir do que tomar atitudes tolas que depois lhe conduzirão ao arrependimento. Procure investigar seus sonhos e dar mais atenção à sua voz interior. Evite o contato com conselhos de outras pessoas, tente, ao menos por um tempo, voltar-se para o mais profundo de sua alma. Você poderá evitar muitos problemas futuros, a partir desta atitude. Na dúvida, afinal, o melhor é não agir.
Conselho: Momento de recuar.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Cruz e Souza
Acrobata da Dor
Gargalha, ri, num riso de tormenta,
como um palhaço, que desengonçado,
nervoso, ri, num riso absurdo, inflado
de uma ironia e de uma dor violenta.
Da gargalhada atroz, sanguinolenta,
agita os guizos, e convulsionado
salta, gavroche, salta clown, varado
pelo estertor dessa agonia lenta ...
Pedem-se bis e um bis não se despreza!
Vamos! retesa os músculos, retesa
nessas macabras piruetas d'aço. . .
E embora caias sobre o chão, fremente,
afogado em teu sangue estuoso e quente,
ri! Coração, tristíssimo palhaço.
Gargalha, ri, num riso de tormenta,
como um palhaço, que desengonçado,
nervoso, ri, num riso absurdo, inflado
de uma ironia e de uma dor violenta.
Da gargalhada atroz, sanguinolenta,
agita os guizos, e convulsionado
salta, gavroche, salta clown, varado
pelo estertor dessa agonia lenta ...
Pedem-se bis e um bis não se despreza!
Vamos! retesa os músculos, retesa
nessas macabras piruetas d'aço. . .
E embora caias sobre o chão, fremente,
afogado em teu sangue estuoso e quente,
ri! Coração, tristíssimo palhaço.
crescimento
Seria tão humano se Deus permitisse
Naquelas noites em que Morfeu não passa
Que o espírito humano inquieto saísse
E nas batalhas fervorosas da madrugada
Crescesse como gérmén, evoluísse.
Mais uma vez, metalinguístico
Língua Portuguesa afoita de palavras
Em que tautológico e místico
Permite refletir às claras
Um poema que pede intrínseco
A calmaria das almas cansadas.
O temor de não se permitir errar
Como terrena e material que sou
Confusa ao medo febril em falhar
Necessidade perene que vou
Sempre tentar melhorar.
Deus permita que minh'alma cresça
Posto que a alvorada já me é inimiga
Ansiedade para que adormeça
Na noite que os anjos imita
Por favor queira e esqueça
É cruel pensar-se heremita.
Naquelas noites em que Morfeu não passa
Que o espírito humano inquieto saísse
E nas batalhas fervorosas da madrugada
Crescesse como gérmén, evoluísse.
Mais uma vez, metalinguístico
Língua Portuguesa afoita de palavras
Em que tautológico e místico
Permite refletir às claras
Um poema que pede intrínseco
A calmaria das almas cansadas.
O temor de não se permitir errar
Como terrena e material que sou
Confusa ao medo febril em falhar
Necessidade perene que vou
Sempre tentar melhorar.
Deus permita que minh'alma cresça
Posto que a alvorada já me é inimiga
Ansiedade para que adormeça
Na noite que os anjos imita
Por favor queira e esqueça
É cruel pensar-se heremita.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
insolucionável
probleminhas insolucionáveis.
infelizmente
tenho que assumir todos eles.
problemas insolucionáveis.
infelizmente
eles são todos meus.
problemões insolucionáveis
infelizmente
não há procuração a ser passada,
devo dilui-los todos.
preciso de:
uma varinha de condão
ou
técnicas de hipnose
ou
um super-herói disponível a qualquer momento.
infelizmente
tenho que assumir todos eles.
problemas insolucionáveis.
infelizmente
eles são todos meus.
problemões insolucionáveis
infelizmente
não há procuração a ser passada,
devo dilui-los todos.
preciso de:
uma varinha de condão
ou
técnicas de hipnose
ou
um super-herói disponível a qualquer momento.
joaquim barbosa: "el justiceiro"
Aaaah!
Joaquim Barbosa!
MUITO OBRIGADA!
Agradeço em meu nome e em nome do povo brasileiro.
há tempos que Gilmar Mendes está entalado na guela de muita gente.
Desde o govrno FHC, em que o ministro do STF Gilmar Mendes exercia o cargo de Procurador Geral da República, percebem-se nítidos desvios de caráter, politicagens, preferencialismos, e peixadas. Principalmente se o assunto é "operação satiagraha". É pública e notória a relação do Presidente do STF com a organização judiciária brasileira: não somos todos ingênuos.
De raríssimo conhecimento jurídico, Gilmar Mendes tem méritos incontáveis.
Todavia, seus desméritos têm sido mais relevantes, demonstrando total descaso com o povo brasileiro.
Mais uma vez, foi necessário um corajoso nível 'A' para desafiar e falar meia dúzia de verdades a ele.
foi pouco.
deveria ter sido mais.
Egrégio Senhor Doutor Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes,
Eu quero é mais.
Eu quero até sua alma.
Egrégio Senhor Doutor Ministro Joaquim Barbosa,
O Brasil te deve essa.
Joaquim Barbosa!
MUITO OBRIGADA!
Agradeço em meu nome e em nome do povo brasileiro.
há tempos que Gilmar Mendes está entalado na guela de muita gente.
Desde o govrno FHC, em que o ministro do STF Gilmar Mendes exercia o cargo de Procurador Geral da República, percebem-se nítidos desvios de caráter, politicagens, preferencialismos, e peixadas. Principalmente se o assunto é "operação satiagraha". É pública e notória a relação do Presidente do STF com a organização judiciária brasileira: não somos todos ingênuos.
De raríssimo conhecimento jurídico, Gilmar Mendes tem méritos incontáveis.
Todavia, seus desméritos têm sido mais relevantes, demonstrando total descaso com o povo brasileiro.
Mais uma vez, foi necessário um corajoso nível 'A' para desafiar e falar meia dúzia de verdades a ele.
foi pouco.
deveria ter sido mais.
Egrégio Senhor Doutor Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes,
Eu quero é mais.
Eu quero até sua alma.
Egrégio Senhor Doutor Ministro Joaquim Barbosa,
O Brasil te deve essa.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
protocolo
(duas filas...)
' - essa é só para despachos!'
uma fila.
mais um curto passo
muitos papéis
barulho de impressora
(papéis pesam)
não há vagas
não há tempo
rua lotada
o prazo é hoje
flanelinha inconveniente
camisa de botão é quente
repartições que cheiram enxofre
' - próximo!'
mais um curto passo.
problemas de terceiros
uma fila comum
o tempo passa
e somente ele.
minutos longuíssimos
[uma fila pode até ser um bom lugar pra se fazer amigos]
tanto tempo juntos
ali, passo a passo
podem-se considerar confidentes
já não há esperanças de fuga
ali
a impaciência é um vilão que mora junto
não resta alternativa
senão coração tranquilo
e mais um curto passo.
estagiária amiga
graças!
como avistar um oásis
ar condicionado insuficiente
jeitinho brasileiro
salto alto obrigatório.
já não era sem tempo.
impressora matricial...
' - próximo!'
' - essa é só para despachos!'
uma fila.
mais um curto passo
muitos papéis
barulho de impressora
(papéis pesam)
não há vagas
não há tempo
rua lotada
o prazo é hoje
flanelinha inconveniente
camisa de botão é quente
repartições que cheiram enxofre
' - próximo!'
mais um curto passo.
problemas de terceiros
uma fila comum
o tempo passa
e somente ele.
minutos longuíssimos
[uma fila pode até ser um bom lugar pra se fazer amigos]
tanto tempo juntos
ali, passo a passo
podem-se considerar confidentes
já não há esperanças de fuga
ali
a impaciência é um vilão que mora junto
não resta alternativa
senão coração tranquilo
e mais um curto passo.
estagiária amiga
graças!
como avistar um oásis
ar condicionado insuficiente
jeitinho brasileiro
salto alto obrigatório.
já não era sem tempo.
impressora matricial...
' - próximo!'
segunda-feira, 20 de abril de 2009
adriane galisteu e a questão dos valores no Brasil
Realmente, quem acompanhou nessa semana alguns escândalos costumeiros em nossa louvável circunscrição tupiniquim pôde observar a festa do dinheiro público no esquema mafioso da negociação de passagens aéreas.
o esquema é tão seguro e tão fácil pra virar dinheiro (ou viajar com amigos) que pode ser comparado às facilidades de se ter telefones celulares com internet dentro de presídios. Mesmo assim, as autoridades não vêem. Ou se preferir, as autoridades olham, mas não vêem.
Mais uma vez, então, colocam-se em xeque valores brasileiros: não somente valores em moeda, mas valores éticos, morais; valores humanos. Eu não discordo que viajar pro "Carnatal" (que é o carnaval fora de época de Natal) levando a mala da Adriane Galisteu seja um programa que tem um fundo social imenso e será engrandecedor à nação, mesmo porque, já faz algum tempo que comer a Galisteu é tão comum que tornou-se popular e, porque não dizer que a apresentadora loura faz um "serviço social à nação" dando sem esperar nada em troca. Pobre Galisteu. Mal sabia ela que numa dessas 'andanças' pelos quartos dos brasileiros ela tenha sido usada como bode espiatório para um pilantra justificar o gasto do dinheiro público.
Adriane Galisteu não precisava ganhar nenhuma passagem, tampouco seus 'amigos' que também foram agraceados com a 'preza' por parte do deputado. Todos os que acompanharam o representante do povo brasileiro à Natal tinham condições financeiras suficientes para darem-se ao luxo de passarem um carnaval atemporão no paraíso nordestino.
O absurdo da negociação de passagens tomou um foco ilógico e burro: não importa quem vai ou onde vai; se o dinheiro é público, é de todos, e sendo de todos, qualquer um pode viajar levando quem quiser. Sim. Exatamente essa lógica tem sido observada.
Indignada, uma empresária brasileira em reunião com deputados e senadores levantou tal questão sobre os valores, sendo ridicularizada e chacotada pelos representantes do povo.
É uma piada.
Uma piada muito sem graça.
Eles se esbaldam em Miami Beach com suas famílias
Fazem graça com a cara do povo que reclama
E ainda assim passam ilesos
Justificam-se com uma letra em branco da lei
E negam todos os princípios constitucionais, principalmente o da dignidade do povo brasileiro.
o esquema é tão seguro e tão fácil pra virar dinheiro (ou viajar com amigos) que pode ser comparado às facilidades de se ter telefones celulares com internet dentro de presídios. Mesmo assim, as autoridades não vêem. Ou se preferir, as autoridades olham, mas não vêem.
Mais uma vez, então, colocam-se em xeque valores brasileiros: não somente valores em moeda, mas valores éticos, morais; valores humanos. Eu não discordo que viajar pro "Carnatal" (que é o carnaval fora de época de Natal) levando a mala da Adriane Galisteu seja um programa que tem um fundo social imenso e será engrandecedor à nação, mesmo porque, já faz algum tempo que comer a Galisteu é tão comum que tornou-se popular e, porque não dizer que a apresentadora loura faz um "serviço social à nação" dando sem esperar nada em troca. Pobre Galisteu. Mal sabia ela que numa dessas 'andanças' pelos quartos dos brasileiros ela tenha sido usada como bode espiatório para um pilantra justificar o gasto do dinheiro público.
Adriane Galisteu não precisava ganhar nenhuma passagem, tampouco seus 'amigos' que também foram agraceados com a 'preza' por parte do deputado. Todos os que acompanharam o representante do povo brasileiro à Natal tinham condições financeiras suficientes para darem-se ao luxo de passarem um carnaval atemporão no paraíso nordestino.
O absurdo da negociação de passagens tomou um foco ilógico e burro: não importa quem vai ou onde vai; se o dinheiro é público, é de todos, e sendo de todos, qualquer um pode viajar levando quem quiser. Sim. Exatamente essa lógica tem sido observada.
Indignada, uma empresária brasileira em reunião com deputados e senadores levantou tal questão sobre os valores, sendo ridicularizada e chacotada pelos representantes do povo.
É uma piada.
Uma piada muito sem graça.
Eles se esbaldam em Miami Beach com suas famílias
Fazem graça com a cara do povo que reclama
E ainda assim passam ilesos
Justificam-se com uma letra em branco da lei
E negam todos os princípios constitucionais, principalmente o da dignidade do povo brasileiro.
sábado, 18 de abril de 2009
o centro
_
ruas desconexas transversais
um desespero comum.
urbanos comedores de gente
viaturas e suas boites
a goteira do ar condicionado
salto alto que incomoda
protocolo demorado
dinheiro impossível.
da janela veêm-se pombos
e estacionamentos lotados
vidraças cinematográficas
estrelando o senhor que vende guloseimas.
pessoas olham mas não vêem.
olhar para não ver.
ver sem sequer olhar.
desafio cosmopolita da contemporaneidade
ou simplesmente o início profissional.
ruas desconexas transversais
um desespero comum.
urbanos comedores de gente
viaturas e suas boites
a goteira do ar condicionado
salto alto que incomoda
protocolo demorado
dinheiro impossível.
da janela veêm-se pombos
e estacionamentos lotados
vidraças cinematográficas
estrelando o senhor que vende guloseimas.
pessoas olham mas não vêem.
olhar para não ver.
ver sem sequer olhar.
desafio cosmopolita da contemporaneidade
ou simplesmente o início profissional.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
casa e afazeres
não,
não me incomodam.
para uma heremita do subúrbio
fazem parte do duelo entre mim e mim mesma
vidraças, banheiros, panos no cloro.
prefiro lugares limpos.
olho no espelho e verifico se estou careca:
não é possivel tantos fios pelo chão.
olho a pia e penso se já tenho dez filhos:
quem fez essa zona?
luvas
produtos venenosos
aquela seleção de músicas para cantar:
madonna
faith no more
black sabbath
tool
racionais
amy winehouse
é um apartamento.
abaixo, uma família
acima, uma boite:
dança das cadeiras
milhões de moedas e bolas de gude
as crianças que brincam de lutinha.
aqui, se o rodo cai
tenho vergonha
-rodo maldito-
preciso urgentemente de um emprego
UHAuhaUHAauH
não me incomodam.
para uma heremita do subúrbio
fazem parte do duelo entre mim e mim mesma
vidraças, banheiros, panos no cloro.
prefiro lugares limpos.
olho no espelho e verifico se estou careca:
não é possivel tantos fios pelo chão.
olho a pia e penso se já tenho dez filhos:
quem fez essa zona?
luvas
produtos venenosos
aquela seleção de músicas para cantar:
madonna
faith no more
black sabbath
tool
racionais
amy winehouse
é um apartamento.
abaixo, uma família
acima, uma boite:
dança das cadeiras
milhões de moedas e bolas de gude
as crianças que brincam de lutinha.
aqui, se o rodo cai
tenho vergonha
-rodo maldito-
preciso urgentemente de um emprego
UHAuhaUHAauH
terça-feira, 7 de abril de 2009
champagne supernova
how many special people change?
how many lives are living strange?
where were you while we were getting high?
slowly walking down the hall
faster than a cannonball
where were you while we were getting high?
someday you will find me
caught beneath the landslide
in a champagne supernova in the sky
someday you will find me
caught beneath the landslide
in a champagne supernova
a champagne supernova in the sky
wake up the dawn and ask her why
a dreamer dreams, she never dies
wipe that tear away now from your eye
slowly walking down the hall
faster than a cannonball
where were you while we were getting high?
someday you will find me
caught beneath the landslide
in a champagne supernova in the sky
someday you will find me
caught beneath the land slide
in a champagne supernova
a champagne supernova
'cause people believe
that they're gonna get away for the summer
but you and I, we live and die
the world's still spinning around
we don't know why
why, why, why, why
how many special people change?
how many lives are living strange?
where were you while we were getting high?
slowly walking down the hall
faster than a cannonball
where were you while we were getting high?
someday you will find me
caught beneath the landslide
in a champagne supernova in the sky
someday you will find me
caught beneath the landslide
in a champagne supernova
a champagne supernova in the sky...
how many lives are living strange?
where were you while we were getting high?
slowly walking down the hall
faster than a cannonball
where were you while we were getting high?
someday you will find me
caught beneath the landslide
in a champagne supernova in the sky
someday you will find me
caught beneath the landslide
in a champagne supernova
a champagne supernova in the sky
wake up the dawn and ask her why
a dreamer dreams, she never dies
wipe that tear away now from your eye
slowly walking down the hall
faster than a cannonball
where were you while we were getting high?
someday you will find me
caught beneath the landslide
in a champagne supernova in the sky
someday you will find me
caught beneath the land slide
in a champagne supernova
a champagne supernova
'cause people believe
that they're gonna get away for the summer
but you and I, we live and die
the world's still spinning around
we don't know why
why, why, why, why
how many special people change?
how many lives are living strange?
where were you while we were getting high?
slowly walking down the hall
faster than a cannonball
where were you while we were getting high?
someday you will find me
caught beneath the landslide
in a champagne supernova in the sky
someday you will find me
caught beneath the landslide
in a champagne supernova
a champagne supernova in the sky...
segunda-feira, 6 de abril de 2009
a construção do império
sábado, 4 de abril de 2009
neblina no cerrado/ noite insone
e quem foi que disse que pode neblinar no cerrado
nas noites insones
a neblina traz uma melancolia inexplicável
a melancolia traz uma insônia inexplicável
a insônia traz uma neblina inexplicável
e quanto a essa tristezinha muída
aquela agulha invisível de outrora
me resta o horizonte que prezo ver
mas os anjos da madrugada cobriram com o manto branco e frio
temperatura amena para alguém muito quente
corroendo pequenos pedaços de lembranças
e alguns momentos que jamais permitirão retorno
via úmida
mão única
tez áspera
pé gelado
mais uma fuga
do que não se pode mais correr
é o lince negro e faminto
perseguindo uma presa jamais vista
como uma oportunidade inédita
sem olhar para trás.
quem cobriu o cerrado de neblina
não conseguiu ver
que a virtude do planalto é sempre ver em linha reta
mesmo que a noite seja ingrata
e se escutem passos fantasmagóricos oscilantes
caminhar mais que o necessário
com vivências no embornal
ardidas e inseparáveis
quem cobriu o cerrado de neblina
negociou com o destino o crescimento
e nada será previsível
como a neblina do cerrado.
mais um amanhã ansioso
na longa madrugada branca
quieta e solitária.
tudo virá
mas a ponderança
é a virtude dos que dormem.
nas noites insones
a neblina traz uma melancolia inexplicável
a melancolia traz uma insônia inexplicável
a insônia traz uma neblina inexplicável
e quanto a essa tristezinha muída
aquela agulha invisível de outrora
me resta o horizonte que prezo ver
mas os anjos da madrugada cobriram com o manto branco e frio
temperatura amena para alguém muito quente
corroendo pequenos pedaços de lembranças
e alguns momentos que jamais permitirão retorno
via úmida
mão única
tez áspera
pé gelado
mais uma fuga
do que não se pode mais correr
é o lince negro e faminto
perseguindo uma presa jamais vista
como uma oportunidade inédita
sem olhar para trás.
quem cobriu o cerrado de neblina
não conseguiu ver
que a virtude do planalto é sempre ver em linha reta
mesmo que a noite seja ingrata
e se escutem passos fantasmagóricos oscilantes
caminhar mais que o necessário
com vivências no embornal
ardidas e inseparáveis
quem cobriu o cerrado de neblina
negociou com o destino o crescimento
e nada será previsível
como a neblina do cerrado.
mais um amanhã ansioso
na longa madrugada branca
quieta e solitária.
tudo virá
mas a ponderança
é a virtude dos que dormem.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
troféu de abutre
vivendo felicidade e dias de glória
no mundo, pondo a minha marca, fazendo história
eles conhecem com trasnparência esse meu jeito
quieto, sempre na minha, cara direito
levantando a bandeira da vitória
erguendo fatos pra ficar pra memória
mas mesmo assim, voando baixo, os abutres sempre lá
vendo a manada, famintos, escolhendo o jantar
vermes de baixo, na cara limpa, vindo me cumprimentar
tô escolado, tô desviando, pra ninguém me derrubar
eu quero a rua,
a liberdade,
a malandragem
eu quero o dia
ensolarado
dessa cidade
eu piso leve,
mas passo firme,
sobriedade
nenhum abutre
pode comprar
minha tranquilidade
e vejo as fotos, como eles posam, sorrisos feitos
como eles fingem, só por inveja, manter respeito
tapa nas costas, um elogio, é desse jeito
o troféu chega, uma vitória, muitos pelegos.
é desse jeito.
eles não vão me derrubar...
no mundo, pondo a minha marca, fazendo história
eles conhecem com trasnparência esse meu jeito
quieto, sempre na minha, cara direito
levantando a bandeira da vitória
erguendo fatos pra ficar pra memória
mas mesmo assim, voando baixo, os abutres sempre lá
vendo a manada, famintos, escolhendo o jantar
vermes de baixo, na cara limpa, vindo me cumprimentar
tô escolado, tô desviando, pra ninguém me derrubar
eu quero a rua,
a liberdade,
a malandragem
eu quero o dia
ensolarado
dessa cidade
eu piso leve,
mas passo firme,
sobriedade
nenhum abutre
pode comprar
minha tranquilidade
e vejo as fotos, como eles posam, sorrisos feitos
como eles fingem, só por inveja, manter respeito
tapa nas costas, um elogio, é desse jeito
o troféu chega, uma vitória, muitos pelegos.
é desse jeito.
eles não vão me derrubar...
terça-feira, 31 de março de 2009
contagem
quantos dias serão necessários
quantas palavras precisarão ser ditas
quantos homens e mulheres terão de passar
quantas alucinações se farão acontecer
quantos medos haverão de ser vencidos
quantas crianças deverão ser carregadas
quantos sacos de lixo entrarão e sairão em vão
quantos cotovelos ficarão doloridos
quantas mancadas construirão a maturidade
quantos dias serão necessários
quantas marcas desaparecerão
quantos caminhos reaparecerão
quantos verbos constituirão
o futuro do subjuntivo
quantos dias serão necessários
para se compreender o inusitado
quantos dias serão necessários
para se debruçar sobre o novo
quantos dias serão necessários
para começar o resto da vida
ao futuro, uma ansiedade.
ao presente, uma divindade.
ao amor, uma constância.
ao eterno, a esperança.
nenhum dia passará inútil.
todos os dias serão necessários.
como escadas espirais que elevam ao topo
ou os grãos de areia para a grande muralha
todos os dias serão necessários.
quantas palavras precisarão ser ditas
quantos homens e mulheres terão de passar
quantas alucinações se farão acontecer
quantos medos haverão de ser vencidos
quantas crianças deverão ser carregadas
quantos sacos de lixo entrarão e sairão em vão
quantos cotovelos ficarão doloridos
quantas mancadas construirão a maturidade
quantos dias serão necessários
quantas marcas desaparecerão
quantos caminhos reaparecerão
quantos verbos constituirão
o futuro do subjuntivo
quantos dias serão necessários
para se compreender o inusitado
quantos dias serão necessários
para se debruçar sobre o novo
quantos dias serão necessários
para começar o resto da vida
ao futuro, uma ansiedade.
ao presente, uma divindade.
ao amor, uma constância.
ao eterno, a esperança.
nenhum dia passará inútil.
todos os dias serão necessários.
como escadas espirais que elevam ao topo
ou os grãos de areia para a grande muralha
todos os dias serão necessários.
sexta-feira, 13 de março de 2009
RÁ! Glamour & Glitter está de volta!
Seis anos após o abandono do meu antigo amigo glamour&glitter, resolvi reativá-lo para postar aqueles devaneios diários novamente...
muitas crônicas acontecem todos os dias e aquela vontade de fazer piada com tudo e zuar a própria estupidez foi me dominando, ao ponto de eu precisar revolver as catacumbas e ressucitar aquele salto alto, as plumas, um super decote e os cílios postiços para mais uma vez, com muito glamour, relatar a comédia dessa vida purpurinada!
Senhoras e senhores ele está de volta:
preparem as plataformas
as oncinhas e zebrinhas
a minissaia
e aquele espumante demi-sec
porque...
rir várias vezes da mesma piada é uma filosofia de vida =D
glamour&glitter strikes again!
que a força esteja conosco!
muitas crônicas acontecem todos os dias e aquela vontade de fazer piada com tudo e zuar a própria estupidez foi me dominando, ao ponto de eu precisar revolver as catacumbas e ressucitar aquele salto alto, as plumas, um super decote e os cílios postiços para mais uma vez, com muito glamour, relatar a comédia dessa vida purpurinada!
Senhoras e senhores ele está de volta:
preparem as plataformas
as oncinhas e zebrinhas
a minissaia
e aquele espumante demi-sec
porque...
rir várias vezes da mesma piada é uma filosofia de vida =D
glamour&glitter strikes again!
que a força esteja conosco!
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