sábado, 18 de abril de 2009

o centro

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ruas desconexas transversais
um desespero comum.
urbanos comedores de gente
viaturas e suas boites
a goteira do ar condicionado
salto alto que incomoda
protocolo demorado
dinheiro impossível.

da janela veêm-se pombos
e estacionamentos lotados
vidraças cinematográficas
estrelando o senhor que vende guloseimas.

pessoas olham mas não vêem.
olhar para não ver.
ver sem sequer olhar.

desafio cosmopolita da contemporaneidade

ou simplesmente o início profissional.

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