segunda-feira, 20 de julho de 2009

A Rosa e o Príncipe



A Rosa é muito bem cuidada em sua cúpula de cristal.

a cor das manhãs é branca e beje
o cheiro é aconchegante
o calor é essencial.

o beijo antes de dormir é certeza
'boa noite, princesa'
os pés, mais que quentes: são juntos, lisos, idênticos

[a sinceridade é um dom
saber reconhecê-la é uma dádiva]

e perceber nos segundos maravilhosos e efêmeros dos dias
em cada sorriso rápido
em cada conversa despretensiosa
o amor que se sente no toque dos dedos, nas mãos macias
no veludo das palavras faladas ao ouvido

e o olhar..

foi esse olhar que mudara tudo
olho no olho
e a rosa estava rendida
nos momentos de mãos fortes e unhas afiadas
disse único
verdadeiro, fiel
os olhos não mentem
- jamais fora tomada assim -
jamais houvera tão sincero

descrevendo cometimentos de vontades justas
completando uma necessidade antiga e procurada
inovando a metade que faltava
incorporando o que chamava 'amor'


e desde então
manhãs brancas e bejes
e beijos apaixonados de boa noite
risadas no cinema porque o lanche era grande demais
ou muitas idas e vindas nas estradas pelo chão goiano

descobriu nova rosa
bela, singela, delicada
púrpura, amante, fortificada
uma princesa,

uma pequena rosa para o pequeno príncipe.
assim, disse o príncipe à raposa no deserto:
"tu te tornas eternamente responsável por tudo que cativas"

e fiel ao príncipe, a rosa:
pacta sunt servanda.

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