domingo, 6 de dezembro de 2009

triste carta para o amor

oh, solidão da alma,
perdoa-me.

muitos milhares de anos entre a humanidade
e os anjos

impedem meus atos imperfeitos
de dirimirem meu ímpeto amante
e todas as verdades construídas.

mas mesmo havendo


fascinação
euforia
desejo
calor
criação
paixão
beleza
amizade
compreensão
felicidade
glória
amor
fantasia
harmonia
medo
ciúme
imposição
desespero
rigor
truque
desacordo
grito
horror
fossa
recuo
tristeza
dor
erro
saudade

faço escolhas e escolhas
e o amor é egoísta
não compreendo alguns sentimentos
sinto-me tola
carente
e frágil.

a fuga do amor
o amor é a fuga

é o consolo incondicional de dedicação sincera
é a beleza de entender todos os feitios.
de toda a voraz tentativa do bem
a triste maravilha em lágrimas sofridas
é a escola do amor em mim
que me mata,
e me traz de volta.
que me arranca as vísceras
e tatua segredos meus que eu não conhecia.

oh, crescimento!
permita que eu me descubra, lição do amor!
Permita-me ter a doação profunda dos grandes amantes.

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