quinta-feira, 30 de abril de 2009

mórbida vênus

ah, bela vênus
sensual e langue
embebida de mistério e sangue

leva proibido e carne
como desejo lascivo cruel
maligna forma suave
armadilha que cega
perversa
faz da morte
o mel

canto dissimulado da iara
longos dedos de mãos delicadas
firmes, raivosos
erguendo punhal
de olhar sarcástico e vil
calorosa nudez assassina
e vampira transita inconstante
cambaleando ora ao bem
ora ao mal

um ciclo em torno do sol
revolução áspera do apego
aquele a quem vênus ama
resguardado a unhas e dentes travados
defeso, seguro, constante
heroína, anja, advogada
tê-lo intenso
protegido nas iras de um coração de pele eufórica sensível
encapado por uma armadura do soldado de trincheira
fazendo a ronda, dividindo a caça
sagaz estado vilão amante
não importa quem o faça
menos seu ou menos forte
defeso de amor e ira nos olhos
jamais temerá

vênus de amor e desejo
vênus amazona guardiã
vênus de brilhantes virtudes de guerra
resguardando seus preciosos
mesmo que custe a morte de abutres
e outros seres das trevas

guerreira languidez perene
conquistadora de cabeças decaptadas
sensual morbidez do mundo subterrâneo
em que não se pode separar heróis de vilões

sensual morbidez do limbo
defendendo seu amor
mesmo que lhe custe a morte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário