pequenas vitórias quase que imperceptíveis
detalhes subentendidos do coração
e realização
é um fardo desajeitado de se levar pelos corredores sem fim conhecido...
outra vida que os caminhos jogam e se assemelham como labirinto
de repente aquela porta era um espelho curvo e bate-se a cara
novelos de intenções preocupações medos e ansiedades
fome de tudo que há, mas o que satisfaz é incosistente
jogado pela vida no dia da fraqueza
assumir o lado bom de tudo é muito poliana
encarar como fatos as decepções e angústias é querer ser forte demais
andar com coragem é desesperador e falho
e nenhum desses espelhos era a porta de saída.
aguardar é sabedoria
reconhecer a própria torpeza também
persistir no fato sabendo que "pelo áspero até as estrelas" é difícil
é ver a provação sem conseguir rezar.
é medo, sim.
temer que jamais terá menos sede para se chegar ao pote
ou menos afinco para os desejos da juventude
temer que os fracos são aqueles que nunca deixam passar nada
ou que a solidão é doença de quem nunca se contenta com nada.
mais portas e corredores
mais espelhos e truques baratos
é tenso sair quando se almeja tanto
é pobre pensar em quebrar todos os vidros
recorrer à última instância
quando ainda se analisa a petição inicial.
furar um buraco no tempo e no espaço
e vazar as questões robustas cujo termo final aguarda soluções para daqui muitos longos anos...
nenhuma porta deixa perceber o vento
a caminhada parece circular.
o que seria um ponto, uma reta?
de tudo ao infinito ou apenas paralela?
é impossível planejar a saída.
é medo, sim.
tomara que o minotauro não se irrite
quando de repente os joelhos se jogarem ao chão
e tudo que parecer a saída venha em nome de prece.
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