segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

estradas

humanos trafegam
livres, vão em frente
presos na parafernalha
atentos, esquivantes
errantes
frios
afoitos.

O horizonte não tem limites.
Há que se pensar
que não existem apenas estradas "tapetes" de pista dupla,
marginais sem semáforos,
rodovias movimentadas
ligando lugares escolhidos,
metrópoles,
a relevantes centros felpudos
aconchegantes ao sonho.

Há, para cada bela Rodovia dos Imigrantes
incontáveis estradas curvas esburacadas
que levam cidades grandes a megalópoles.
Milhares de rodovias federais esquecidas
que levam grandes cidades a pequenas cidades.
Há todas as estradinhas longas e curtas
que ligam cidadezinhas.
E há também estradas sem marcas, rurais
ruas,
ruazinhas,
ruelas,
becos.
Há estradas vicinais
ligando interesses singulares.

É precipitado sonhar com as pavimentações perfeitas e todo o espaço
Deve-se considerar que qualquer posto pode ser o início de uma viagem
E que todo destino pode trazer conhecimentos inesperados,
insuperáveis.

Mais uma ultrapassagem
outra cidade
outro caminhão.

A poeira,
a chuva,
os carros mais lentos
às vezes impedem a visão.

A saída é manter o pulso firme na direção
e não titubear.

Logo outra estrada desconhecida
mostrará o infinito de outras estradas
até contornar o mundo.

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