Realmente, quem acompanhou nessa semana alguns escândalos costumeiros em nossa louvável circunscrição tupiniquim pôde observar a festa do dinheiro público no esquema mafioso da negociação de passagens aéreas.
o esquema é tão seguro e tão fácil pra virar dinheiro (ou viajar com amigos) que pode ser comparado às facilidades de se ter telefones celulares com internet dentro de presídios. Mesmo assim, as autoridades não vêem. Ou se preferir, as autoridades olham, mas não vêem.
Mais uma vez, então, colocam-se em xeque valores brasileiros: não somente valores em moeda, mas valores éticos, morais; valores humanos. Eu não discordo que viajar pro "Carnatal" (que é o carnaval fora de época de Natal) levando a mala da Adriane Galisteu seja um programa que tem um fundo social imenso e será engrandecedor à nação, mesmo porque, já faz algum tempo que comer a Galisteu é tão comum que tornou-se popular e, porque não dizer que a apresentadora loura faz um "serviço social à nação" dando sem esperar nada em troca. Pobre Galisteu. Mal sabia ela que numa dessas 'andanças' pelos quartos dos brasileiros ela tenha sido usada como bode espiatório para um pilantra justificar o gasto do dinheiro público.
Adriane Galisteu não precisava ganhar nenhuma passagem, tampouco seus 'amigos' que também foram agraceados com a 'preza' por parte do deputado. Todos os que acompanharam o representante do povo brasileiro à Natal tinham condições financeiras suficientes para darem-se ao luxo de passarem um carnaval atemporão no paraíso nordestino.
O absurdo da negociação de passagens tomou um foco ilógico e burro: não importa quem vai ou onde vai; se o dinheiro é público, é de todos, e sendo de todos, qualquer um pode viajar levando quem quiser. Sim. Exatamente essa lógica tem sido observada.
Indignada, uma empresária brasileira em reunião com deputados e senadores levantou tal questão sobre os valores, sendo ridicularizada e chacotada pelos representantes do povo.
É uma piada.
Uma piada muito sem graça.
Eles se esbaldam em Miami Beach com suas famílias
Fazem graça com a cara do povo que reclama
E ainda assim passam ilesos
Justificam-se com uma letra em branco da lei
E negam todos os princípios constitucionais, principalmente o da dignidade do povo brasileiro.
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