quarta-feira, 20 de abril de 2011

Furiosa II

Quero dizer àquele idiota que ele nunca mereceu nada

Colocar o dedo na cara daquele grupo falso e ofertar a cólera dos dias sofridos

Cuspir os artelhos endurecidos na face daquela invejosa leviana

Chutar o caixão e gritar: fraco! todos estaríamos ao seu lado!

Comer aquele bilhete escrito em canetinha azul com o sangue pisado dele e dela

Jogar todas as balanças de farmácia do trigésimo andar e sobre elas litros e litros de gordura humana fresca

Incinerar com notebooks todos os recibos de táxi que fui obrigada a solicitar e vomitar cada centavo humilhado sobre a face do administrador de contratos

Berrar ensurdecedoramente: Eu venci, estúpidos!

Juntar aqueles ex-alunos bixos de merda em um único pacote asfixiante e deixar à deriva em alto mar

Amontoar os playstations no motel e trepar com todos eles

Arremessar pés de cabra no estacionamento do Pátio Savassi

Nunca ler Victor Hugo

Me negar a ajudar os desfavorecidos!

Erguer uma faixa cintilante com os nomes de todos os broxaaaaaaassss


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Eu posso ser má!

BWA HA HA HA HA HA HA!

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