segunda-feira, 29 de novembro de 2010

LONDRES - parte II

::GOOD MORNING LONDON::

Chegar em Londres foi um alívio, estava vindo de Paris com aquele clima francês latente, que é uma antipatia cultural e generalizada, para a cordialidade extrema dos londrinos. A primeira informação que pedi em Londres foi na estação de Willesden Green, onde uma senhora negra e gorda me sorriu e explicou o caminho. Ela sorriu, foi maravilhoso receber informação de uma pessoa sorridente.

As ruas são na contra-mão, os motoristas ficam do lado errado, os ônibus têm dois andares e as pessoas são das mais diversas etnias possíveis! Árabes, muçulmanos, japoneses, coreanos, europeus de todos os lugares, principalmente do leste.
É um estilo muito diferente de grande cidade, é um ponto internacional de negócios e se mistura com um glamour irreverente do estilo alternativo das pessoas na rua. É diferente de tudo que eu já pude ver: um formal irreverente. É lindo!

Fui ao Parlamento e tive a oportunidade de conhecer a House of Commons e a House of the Lords, que são partes integrantes do sistema de governo inglês, muito interessante o sistema deles. Para quem quiser visitar é gratuito e aberto ao público.

Os parques são maravilhosos. Muitos esquilos por todos os lugares e, nos lagos, patos e aves que eu não sei identificar (hehehe), debaixo de uma neblina gélida que congela os pulmões quando se respira.

Londres é a cidade onde o movimento punk começou, e o bairro é Camden Town. Posso ser ousada nesse comentáario, mas Camden é o bairro mais legal que eu já visitei. O local era, no passado, uma região dos estábulos, e hoje comporta alguns dos clãs alternativos de Londres. Dos Sex Pxtols, passando por Bob Marley à Amy Winehouse, Camden tem representado ativamente.

O metrô de Londres é excelente. Nos horários de pico ficam cheios, mas não muito. O mais interessante é que não se escuta um ruído sequer dentro do vagão. As pessoas não conversam: lêem tablóides ou escutam música, ou os dois ao mesmo tempo. É preocupante entrar num metrô e parecer um hospital! Mas tudo muito organizado, pontual e cordial. Essa história da pontualidade britânica é verdade, há relógios em todos os monumentos, em todos os lugares, nas placas, no metrô! Não tem como perder a hora em Londres.

Sair à noite é possível em toda a cidade, há pubs espalhados dos mais diversos estilos. Um detalhe é que os pubs fecham à meia noite, isso mesmo, os ingleses bebem cedo! Depois disso tem a opção das boites, como a famosa Ministry of Sound, que é uma mega boite com vários ambientes e meninas dançando em cima do balcão. Eu fui e é bem legal, apesar de não fazer muito o meu estilo de balada, prefiro os pubs! Naquele frio, voltar pra casa cedo foi uma excelente opção.

O hostel era bom, mas não muito. Muito grande, meio sujo, meio caro. Mas na média, bom. O atendimento foi médio mas a localização era boa. De toda forma, fiquei lá uma semana e muito bem.

Fui visitar Abey Road, aquela rua que tem a faixa onde os Beatles atravessaram! Foi emocionante mas lá não tem nada além de uma rua movimentada com uma faixa de segurança. O estúdio só dá pra ver do lado de fora, claro. Mas o passeio mais fascinante foi uma voltinha besta por Nothinghill, um bairro residencial charmoso e calmo. A luz da lua cheia ajudou bem para a vista do lugar.

O Museu de Londres é um passeio excelente e gratuito! Tem um acervo muito grande, principalmente sobre história antiga e eu adorei!

Pois bem, de Londres a Barcelona, já vou com saudades...

Nenhum comentário:

Postar um comentário