segunda-feira, 5 de abril de 2010

confissão

Ah, Deus, perdoe se menti quando afirmei que nenhum juiz me pararia
Já não quero mais ser vista, o preço dos notáveis é alto.

Ah, Deus, mas como peço e replico e suplico que aumente a minha fé
a fé no amor
a fé nos humanos
posto que fraquejo neste momento ao afirmar febril
que estou decepcionada
não sei se com as pessoas,
não sei se comigo.
Se testo, cada dia, a ânsia guerreira que me trouxe até aqui
e pergunto, cada dia, se todo desafio é crescimento
ou se de alguns é possivel esquivar

Se muito rápida a subida
questionam o meio para subir

Se muito notória a a retórica
questionam a ousadia de falar

Se brilhante
questionam se é limpo.

Ah, sim, eu sei
Nada disso importa, eu sei
O que importa é a conduta próbia
e um Deus interno que se leva nas entranhas

Mas confesso, baixinho
que me incomodam as hienas
[mesmo sabendo que aos grandes elas não são perceptíveis]
e que me incomomda a hostilidade.

Ah, complicada sabedoria
de aguardar o "pelo áspero atéas estrelas"
de saber comportar-se em todas as situações
de ser forte sendo frágil
de ser forte sendo forte
de ser forte por simplesmente Ser.

Estradas infinitas ao sonho.

Cansaço mútuo do corpo e do intelecto
sobrecarregando o espírito
que de tudo precisa evoluir.

Ah, Deus, segura a minha mão neste momento
não permita que me iluda com as falsas esperanças
não permita que eu fraqueje agora
bombeia vida no meu coração
que o sangue vai circular mais nobre.

Me recolho
são muitos quilômetros a enfrentar, neste momento
a volta para a Batalha.

Ser um protagonista na guerra
é saber que mesmo as batalhas sendo castigadoras
não há conflito eterno.

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